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Você sabia que o Sururu é Patrimônio Imaterial de Alagoas?

Mexilhão que é bastante típico na costa nordestina do Brasil, é o ingrediente principal para receitas tradicionais do estado

às 18h10
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Alagoas e suas riquezas. O Sururu tem uma grande importância econômica e cultural para o estado de Alagoas, tanto que se tornou Patrimônio Imaterial, pelo Conselho Estadual de Cultura de Alagoas. A pesca do sururu é fonte de renda para muitas famílias e pescadores, sendo referência tanto na culinária, como também em diversas vertentes da cultura local, a exemplo da música, literatura entre outras.

O sururu representa muito bem o povo alagoano e está sempre no cardápio dos restaurantes e barracas de praias, seja ele servido como prato principal de almoço ou nos famosos caldinhos de entrada.

O músico alagoano e que ganhou o mundo, Djavan compôs uma bela música sobre Alagoas e a entitulou “Sururu de capote”: https://www.youtube.com/watch?v=Z7DJP-Apu8w

Ainda na cultura, o Sururu em Alagoas ganhou projeção nacional por qualidades que foram exaltadas pelo escritor alagoano Jorge de Lima em sua obra O anjo, de 1934. Reconhecendo que o sururu existe “em quase todas as lagoas do Brasil”, Jorge de Lima identificou no sururu da lagoa Mundaú “circunstâncias especiais explicadas pelos naturalistas, como mistura de água do mar com águas dos rios que deságuam na lagoa, e outras causas”. Com isso, eles “tornam-se como que degenerados, pequenos, gordinhos, gostosíssimos”.

Patrimônio Imaterial

O patrimônio imaterial ou intangível é aquele que se relaciona com a maneira como os diferentes grupos sociais se expressam por meio de suas festas, saberes, fazeres, ofícios, celebrações e rituais. As formas tradicionais e artesanais de expressão são classificadas, por serem importantes formadoras da memória e da identidade dos grupos sociais brasileiros, contendo em si, os múltiplos aspectos da cultura cotidiana de uma comunidade, bem como o caráter não formal de transmissão dos saberes, ou seja: a oralidade.

A UNESCO conceitua patrimônio imaterial como as práticas, representações, expressões, conhecimentos e técnicas – com os instrumentos, objetos, artefatos e lugares culturais que lhes são associados – que as comunidades, os grupos e, em alguns casos os indivíduos, reconhecem como parte integrante de seu patrimônio cultural.

Concha de sururu como matéria prima alternativa na fabricação de tijolos solo-cimento

No ano de 2019, a professora Dra. Janaína Junkes, integrante do Programa de Pós-Graduação em Sociedade, Tecnologias e Políticas Públicas – SOTEPP do Centro Universitário Tiradentes (Unit/AL), recebeu o prêmio de Inovação em Economia Circular, na categoria Instituição de Pesquisa.

O projeto premiado com título “Concha de sururu como matéria prima alternativa na fabricação de tijolos solo-cimento”, teve a contribuição para o reaproveitamento dos resíduos (conchas) gerados pela exploração do sururu, diminuindo, dessa forma, o impacto negativo da deposição desses resíduos no ambiente, como por exemplo, a proliferação de doenças infectocontagiosas causadas pelos sambaquis e a degradação ambiental. Além do desenvolvimento socioeconômico da comunidade local (Sururu do Capote) como uma forma alternativa de renda.

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