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Vídeo documentário ‘Resolvendo Crimes’ é produzido por universitárias

Curta de estudantes da Unit Alagoas mostra o trabalho de investigação realizado pela Perícia Oficial nos crimes de violência contra a mulher

às 20h14
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O vídeo documentário ‘Resolvendo Crimes’ revela os bastidores do trabalho da Perícia Oficial de Alagoas no esclarecimento de crimes de violência contra a mulher. A obra das acadêmicas Bárbara Ávila e Laila Testa, do curso de Publicidade e Propaganda do Centro Universitário Tiradentes (Unit/AL) é a prova do interesse dos estudantes pelas questões sociais e de sua busca por soluções e saídas “fora da caixa”. O curta está disponível no canal  do YouTube Unit Alagoas, no link: https://www.youtube.com/watch?v=cFhr07wnGd4

‘Resolvendo Crimes’ foi produzido como trabalho final da disciplina Oficina de TV e Cinema, ministrada pelo professor e jornalista Beto Macário. Segundo ele, a proposta foi desenvolver uma iniciativa audiovisual sobre o crescimento do índice de violência contra a mulher, principalmente nesta pandemia.

“As alunas resolveram aprofundar a discussão produzindo um vídeo para alertar a sociedade sobre o alarmante crescimento de casos desse tipo de violência. Elas entrevistaram profissionais da Perícia Oficial, mostraram o trabalho desenvolvido por eles, o processo de investigação, a tipificação dos crimes e até mesmo a origem desse tipo de agressão”, explica. Para o professor, Laila e Bárbara conseguiram mostrar a cientificidade na apuração dos crimes e que a partir desse trabalho, é possível chegar a condenação dos agressores. 

“Elas elegeram um recorte fabuloso e fizeram uma espécie de homenagem aos profissionais do IC sob uma perspectiva humana, mostrando casos que nos faz enxergar o problema por uma perspectiva diferente e deixar claro de uma vez por todas que a violência contra a mulher não é tolerável”, assegura Beto Macário.

Conscientização

As autoras da obra, Laila Testa e Bárbara Ávila estão em períodos diferentes do curso; a primeira concluindo o 8º período e a segunda no 6º. Elas contam que quando se depararam com o aumento de casos de violência contra a mulher, tiveram a curiosidade de saber o que era feito no Estado para identificar e penalizar os autores de crimes como feminicídios e estupros.

Laila conta que a ideia principal da produção audiovisual era mostrar que existe um trabalho técnico e científico por trás da resolução de crimes dessa natureza. “Muitas pessoas acreditam na impunidade, mas existem milhares de pessoas no nosso País trabalhando para que a justiça seja feita. Espero que esse documentário sirva para informar as pessoas, principalmente as mulheres, sobre a necessidade de denunciar e sair de situações abusivas o quanto antes. Quero que elas saibam que caso precisem denunciar algum tipo de agressão sofrida, terão pessoas trabalhando para fazer justiça por elas”, ressalta.

Bárbara acredita que o curta pode sensibilizar também os homens. “Acredito que o apoio da sociedade às mulheres para o ato de denunciar as  violências sofridas  é muito importante. Espero que este curta conscientize não somente as mulheres, mas também os homens. O homem precisa se colocar como ser humano, fruto de uma mulher e enxergar a violência como algo inaceitável”, defende.

Papel da universidade

Para Bárbara Ávila, a faculdade é importante no processo de abrir os olhos para as questões sociais. “Estudar publicidade nos ‘obriga’ a pensar fora da caixa e ver que existe um mundo de várias possibilidades, culturas e visões. A troca de ideias entre professores e alunos permite essa visão ampliada”, pondera.

Laila Testa destaca a qualidade do ensino oferecido pela Unit/AL e a diferença que a instituição faz na  formação profissional dos alunos. “Eu vejo a Unit como uma instituição interessada no crescimento profissional dos estudantes. No curso de Publicidade e Propaganda vejo professores preparados para compartilhar seus conhecimentos e que cobram bons resultados. Nesse trabalho especificamente  tenho que agradecer ao professor Beto Macário, pelos ensinamentos e por todo suporte na produção do mini documentário”, enfatiza.

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