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Síndrome de Burnout: conheça a doença e os direitos do paciente

A licença médica é um dos direitos assegurados aos trabalhadores diagnosticados com a Síndrome de Burnout

às 18h09
Estresse do trabalho pode gerar mudanças no humor, ausência de motivação, cansaço físico, cansaço mental e até depressão (Unsplash)
Estresse do trabalho pode gerar mudanças no humor, ausência de motivação, cansaço físico, cansaço mental e até depressão (Unsplash)
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Grande carga de trabalho, muita pressão, ritmo frenético constante, aumento da demanda mesmo em meio ao home office. Esses são alguns dos elementos que podem desencadear sinais e sintomas da Síndrome de Burnout, que tem levado cada vez mais trabalhadores ao esgotamento físico e mental, elevando assim os índices de afastamento das atividades laborais neste período de pouco mais de um ano de pandemia da Covid-19.

De acordo com o professor de Direito, Gustavo de Macedo Veras, docente do Centro Universitário Tiradentes (Unit Alagoas), diversos fatores contribuem para que o empregado desenvolva a doença, como o fato de não ser devidamente recompensado pelas tarefas realizadas, horas extras praticadas em excesso e elevadas cargas de trabalho. Isso, com o passar do tempo, desencadeia no trabalhador alterações em seu humor, ausência de motivação, cansaço físico, cansaço mental e até mesmo depressão.

“Se comprovada por atestado médico a síndrome de Burnout autoriza o empregado a faltar ao trabalho sem prejuízo de sua remuneração, afastando-se de suas atividades para tratar do esgotamento profissional. Nesse caso, nos primeiros 15 dias de afastamento, o empregado recebe normalmente o salário da empresa e, caso o tratamento se estenda por mais de 15 dias é necessário pedir um benefício previdenciário ao INSS, denominado auxílio-doença acidentário. Para requerer o benefício, o empregado precisa apresentar ao INSS os seguintes documentos: RG, carteira de trabalho, atestado médico com indicação do motivo e da duração do afastamento, receituários, exames e outros documentos referentes à doença, além da Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT)”, orienta.

Segundo um levantamento realizado pelo Instituto D´Or de Pesquisa e Ensino com profissionais da área da Saúde, a síndrome tem afetado diretamente profissionais que estão na linha de frente do combate à Covid-19. A pesquisa identificou que uma em cada seis pessoas neste contexto apresenta sinais de Burnout.

Sinais e sintomas  

A Síndrome de Burnout é um distúrbio psíquico que está associado à exaustão extrema, muitas vezes voltado ao trabalho, vinculado ao estresse profissional. “O que verificamos é que pessoas que em sua rotina diária chegam a picos de estresse muito grandes, acabam chegando ao esgotamento físico e emocional a tal ponto que afeta a relação com as atividades desenvolvidas no trabalho. Os sinais e sintomas mais comuns são fadiga, insônia, aspectos ligados à ansiedade como palpitações, falta de disposição e até de se levantar da cama para seguir para o trabalho, perda do prazer em realizar a atividade laboral, choro e perda do apetite. É claro que é possível que cada indivíduo apresente um sintoma específico, algumas pessoas podem apresentar mais sintomas que outras, mas o importante é avaliar que esses indícios estão diretamente ligados às atividades laborais”, destaca a psicóloga Karolline Helcias Pacheco Acácia, professora preceptora de estágio em Psicologia Organizacional da Unit Alagoas.

Tratamento

O acompanhamento psicológico é muito importante, bem como em alguns casos o acompanhamento psiquiátrico com avaliação e medicação. “Há pessoas que, além disso, precisam de afastamento do trabalho e isso se faz necessário para que esse indivíduo possa tentar restabelecer sua relação com seu vínculo trabalhista de forma positiva. A psicoterapia entra como uma ferramenta muito importante, pois esse processo ajuda a realinhar o sujeito nesta relação com seu trabalho”, orienta a professora. 

Asscom | Grupo Tiradentes 

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