MENU

Saiba mais sobre Medicina pela visão da Mayra Alencar

Aluna decidiu pela profissão por querer ajudar pessoas a se sentirem melhor

às 19h20
Aluna de Medicina da Unit Alagoas, Mayra Alencar
Aluna de Medicina da Unit Alagoas, Mayra Alencar
Compartilhe:

Uma jornada de muitos estudos e dedicação, assim pode ser definido o curso de Medicina tão sonhado por muitos. Com duração de seis anos, a formação é contínua e, além de residências, exige-se do profissional uma constante atualização da especialidade escolhida. Para contar mais sobre este universo, a estudante do sexto período de Medicina da Unit Alagoas, Mayra Alencar, contou um pouco do curso pela sua visão.

Inicialmente, Mayra conta que quando criança, ao ter a primeira experiência estudando o corpo humano, ficou fascinada e curiosa. Porém sempre ouvia da sua professora que para estudar aquilo era preciso de muito esforço como os médicos ou estudantes de medicina que estudam a vida toda.

“Eu como criança me achava incapaz de estudar tanto e achei que a medicina não era pra mim. Nunca tive esse ‘sonho de infância’. O tempo passou e o que, de fato, me fez cogitar a Medicina foi o meu sentimento de impotência sempre que eu vejo alguém passando mal ou com dor. Sempre tenho a vontade de ajudar e fazer as pessoas se sentirem melhor. Poder ser médica e ajudar a curar dores e sofrimentos será muito gratificante”, justifica a estudante.

No curso, o que Mayra mais gosta são as práticas de ambulatório, nas quais ela acompanha as consultas e faz anamnese e exame físico nos pacientes. “É o momento em que a gente se sente mais médico. Foi definitivamente o momento em que eu percebi que realmente escolhi o curso certo para mim. A gratidão dos pacientes em ter um atendimento humano e individualizado não tem preço!”, explica. 

Além disso, a graduanda gosta de estudar semiologia ofertada pela matéria de Habilidades Clínicas até a metade do curso. Nela, os estudantes aprendem como lidar e conduzir as consultas com os pacientes diariamente. Para Mayra, aprender a teoria e depois ver “a prática acontecendo” foi uma das suas maiores satisfações até o momento.

“Eu sempre achei, antes de fazer Medicina, que médico bom era o médico que enchia o paciente de exames e passava vários remédios para tratar as queixas. Hoje eu vejo que não é bem assim. Médico bom é aquele que investiga, que usa e abusa das habilidades que a semiologia e a clínica têm a oferecer para evitar ao máximo o uso de medicamentos em excesso e a realização de exames caros e desnecessários, porque saúde não envolve apenas a ausência de doença, mas também o bem-estar geral do paciente, envolvendo também os contextos psicossociais e econômicos, para garantir uma boa qualidade de vida”, comenta.

Ao mirar no futuro, Mayra ainda não sabe qual residência fazer, pois para ela é um momento de muita reflexão tanto sobre estudar e trabalhar com o que se gosta quanto também adequar a especialização com a rotina e a qualidade de vida que ela quer ter. Enquanto muitos gostam da adrenalina da emergência, ela pensa em Clínica Médica ou Ginecologia, porém vai esperar que suas experiências no curso lhe direcionem melhor nas suas escolhas.

Compartilhe: