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Saiba como reconhecer e evitar cair em golpes virtuais

Izaac Alencar, professor de Ciência da Computação, é especialista em CyberSecurity e explica sobre os cuidados com golpes virtuais

às 17h28
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Os casos de crimes virtuais continuam a crescer no Brasil. Uma pesquisa da empresa global de informações e soluções Transumion aponta que foi registrado crescimento de 20% nas tentativas de fraude digital no país no segundo trimestre deste ano, em comparação com o mesmo período do ano passado. Diante dessa ascensão, é essencial saber reconhecer e evitar cair nesses golpes.

Segundo Izaac Alencar, docente do curso de Ciência da Computação da Unit/AL e especialista em CyberSecurity, para identificar os crimes virtuais é necessário conhecer a natureza deles, que costuma ser dividida em duas: os crimes próprios ou puros, onde o objetivo é atingir o sistema digital (computadores, celulares, redes de computadores e etc) e os crimes digitais impróprios ou mistos, onde a tecnologia é somente usada como meio para executar crimes já tipificados no código penal, como estelionato, calúnia, difamação e outros.

“Quando falamos de crimes digitais próprios, estão as tentativas de ludibriar uma pessoa para conseguir acesso a recursos financeiros. Esses são os mais comuns. Neste caso, os criminosos se utilizam de mensagem em redes sociais, aplicativos de mensagens instantâneas e e-mail que contém arquivos anexados ou links que o usuário não solicitou, com o propósito de instalar no dispositivo da vítima algum software malicioso, que poderá coletar dados dela e enviar para os criminosos ou permitir que esses tenham acesso ao dispositivo”, explica.

Izaac orienta que para não cair em golpes, ao receber mensagens de desconhecidos o usuário deve desconfiar e analisá-las detalhadamente. Caso o usuário se torne vítima de um golpe, o especialista aconselha que ele colete o máximo de evidências possíveis para denunciar.

“Sempre desconfie de todas as mensagens recebidas de forma não solicitada e tente confirmar por outros meios, mensagens recebidas em whatsapp/telegram/signal e outros, com contatos conhecidos, quando essas mensagens são anormais. De qualquer forma, caso o usuário infelizmente se torne vítima, ele deve coletar evidências (screenshot de telas, criação de backup de mensagens, áudios, vídeos), com tudo que possa corroborar e ajudar a provar o que aconteceu. Posteriormente, ele deve fazer um boletim de ocorrência para comunicação à autoridade policial, e sempre é recomendado buscar aconselhamento com um advogado”, complementa o docente.

Por fim, o docente lembra que outros hábitos simples podem ser adotados pelos usuários para reforçar a segurança virtual, como a instalação de um bom antivírus e anti spam, firewall, uso de VPN, uso de criptografia, além da atualização de contas e perfis com senhas fortes e não repetidas.

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