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Quando ser mãe é inspiração também profissional

Professora e Coordenadora, Rita Régis é mãe do João e das gêmeas Maria Clara e Maria do Carmo

às 14h46
Rita Régis e seu filho João
Rita Régis e seu filho João
Primeiro dia de aula de Rita na turma de João Victor
Rita e suas filhas gêmeas Maria Clara e Maria do Carmo
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Um orgulho que não cabe no peito. Rita Régis é professora e coordenadora do curso de Direito do Centro Universitário Tiradentes (Unit/AL) e é inspiração para o seu filho João Victor Régis, estudante do 9º período do curso de Direito. Em comemoração ao Dia das Mães do Grupo Tiradentes, só mesmo um filho para nos contar como é ter uma mãe professora e como ela foi importante na decisão de escolha do seu futuro profissional.

“A minha mãe para mim é uma grande inspiração em várias coisas da minha existência. Eu digo que ela é a minha cor, ela é a minha cara, é a minha voz e tudo o que há em mim. Ela é a minha grande inspiração de vida e me espelho muito nela para ser o que sou, para continuar crescendo. E enquanto profissional ainda mais, como profissional do direito e como professora, e desde sempre admirei sua trajetória na educação, muito antes de ser aluno, eu via o carinho que ela tinha pelos alunos, pela instituição, pelo Núcleo de Práticas Jurídicas da Unit que ela fez parte”, contou João. 

Toda essa inspiração, acabou sendo pontos decisivos para a escolha do João em cursar Direito, sobretudo quando sua mãe citou uma premissa do Direito sobre os conceitos de igualdade, em que dizia: “Para além da letra fria da lei, a gente precisa tratar os iguais de forma igual, e os desiguais na medida de suas desigualdades”.

João ingressou no curso de Direito da Unit, e é um estudante super ativo: participou do Projeto Mentoria, é diretor de eventos do Centro Acadêmico de Direito Esperança Garcia, coordenador do Programa de Acolhimento aos Calouros, Diretor de Extensão da Liga Acadêmica de Direito da Criança e do Adolescente, é representante discente do colegiado do curso e monitor de duas disciplinas do curso.

E é aí que Rita Régis é aquela mãe que faz brilhar os olhos com tanto orgulho. E mais ainda, quando em um determinado período do curso, ela teve que lecionar para o próprio filho.

“Eu considero como ápice da minha carreira passar para meu filho um pouco do meu legado. É muito emocionante. No momento em que ele foi meu aluno, foi durante a pandemia, a gente teve poucos momentos em sala de aula, depois passamos para o ensino remoto, e ele ficava em um ambiente e eu em outro, e tivemos a percepção do quanto foi desafiador e o quanto ele colaborou com essa experiência para que a gente conseguisse entregar a esses alunos o conhecimento e desenvolver suas habilidades e competências”, contou Rita Regis. 

João acrescenta ainda que ser orientado durante a graduação pela sua mãe foi uma dádiva. “Eu brinco que para mim, ela é uma meta imbatível. E mais do que seguir a carreira do Direito, ela ainda me inspira em querer seguir por essa área da docência”.

Professora também é um pouco mãe

“A docência é de uma responsabilidade imensa, que enquanto profissional acadêmica acabo muitas vezes me colocando como mãe, trazendo para mim também essa responsabilidade de saber que eu posso contribuir para a formação dos meus alunos. E não é uma tarefa fácil, o curso de direito tem a técnica, tem as disciplinas teóricas, vai para além do que se está escrito, na doutrina, na legislação. É uma ciência social humana aplicada e precisa-se compreender o contexto social, cultural, econômico que nós vivemos, e a responsabilidade deste profissional da carreira jurídica é muito grande, e parte desse processo, acaba estando em minhas mãos”.

Como professora que foi para o seu filho João, não só enquanto aluno da graduação, mas como futuro profissional da carreira jurídica, Rita explicou que contribuir com essa formação, com certeza foi um momento de grande orgulho e mais motivação para se dedicar ainda mais. 

Mãezona também das gêmeas, Maria Clara e Maria do Carmo, com 14 anos, Rita diz que ser mãe é a completude do ser humano: “É saber que você consegue dar a vida a outras vidas. E como pessoa religiosa que sou, esse mistério da criação é dom divino, é um presente de Deus. E me traz essa responsabilidade da contribuição, de que o meu papel é que esta vida que gerei, seja de uma pessoa verdadeiramente humana, que tenha amor ao próximo”.

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