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Professor da Unit participa do II SBHSF

Doutor Diego Freitas falou sobre como avaliar a importância dos impactos no Velho Chico

às 10h54
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O Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco – CBHSF realizou o II Simpósio da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco (II SBHSF), que aconteceu no período de 3 a 6 de junho. Com o apoio do Fórum de Pesquisadores de Instituições de Ensino Superior da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco, o evento aconteceu na Universidade Federal de Sergipe – UFS e promoveu palestras, oficinas e cinco mesas redondas com especialistas nacionais e internacionais, de diversas áreas ligadas ao meio ambiente. Na oportunidade o professor Doutor, Diego Freitas, que integra o Programa de Pós-Graduação em Sociedade, Tecnologias e Políticas Públicas, do Centro Universitário Tiradentes – Unit, apresentou uma mesa redonda intitulada “Como avaliar a importância dos impactos no Velho Chico? Uma perspectiva bioética a partir da AIA”.

Há meia década o CBHSF comemora o Dia Nacional em Defesa do Rio São Francisco, celebrado todo dia 3 de junho. A campanha que foi lançada em 2014, “Eu viro carranca pra defender o Velho Chico”, se propõe a despertar uma conscientização ativa em toda população no tocante a preservação do rio, além de inspirá-la a mobilizarem-se pelo uso responsável das águas do Velho Chico.

Nesta nova edição o tema escolhido para o II Simpósio foi “Desafios da Ciência para um novo Velho Chico”. O evento permeou cinco eixos temáticos: Governança, Qualidade e quantidade da água, Conservação e recuperação ambiental, Dimensão social e Dimensão saúde. Essas perspectivas escolhidas visaram estabelecer o estado atual do conhecimento sobre esse rio de extrema importância nacional. Durante toda a programação os participantes puderam conferir diversas manifestações culturais.

Mesas Redondas e Minicursos

O evento contou com cinco mesas redondas e uma das mais aguardadas foi sobre Qualidade de Vida e Saúde. Um dos professores convidados para debater foi o Doutor em Ciência Política com pesquisa na área de Avaliação de Impactos Ambientais (Unit AL), que falou sobre “Como avaliar a importância dos impactos no Velho Chico? Uma perspectiva bioética a partir da AIA”.

Ele aproveitou a oportunidade para fazer uma reflexão sobre o quanto o juízo de valor é subjetivo. Durante sua apresentação ele falou sobre a previsão de impactos, que serve para avaliar a importância dos impactos, seja de urbanização, da industrialização e da agropecuária.

“A falta de critérios éticos e bioéticos fazem falta para estabelecer critérios de importância. Quem paga por isso são os mais pobres, podemos dizer também que eles já pagam quando se produz um relatório de impacto ambiental que é intraduzível para quem é analfabeto, o que faz falta nas politicas públicas. Precisamos pensar os aspectos técnicos, mas a ética precisa ser prioridade, antes que encontremos uma morte anunciada”, finaliza o professor Diego Freitas.

 

“Minha participação no II SBHSF foi uma experiência bastante positiva e em especial pela diversidade de temas apresentados na agenda do simpósio, que foi desde temas relacionados a biodiversidade na bacia até qualidade de vida, então tínhamos um desenho de um evento que contemplava aspectos sociais e ambientais discutidos a partir da questão da água e ainda mais na semana do meio ambiente. Minha participação especial foi trazer a contribuição de dois campos do conhecimento que é a avaliação de impactos ambientais e a bioética para discutir as formas de mitigação e compensação ambiental das dezenas de impactos que o Rio São Francisco sofre ao longo de todo seu trajeto, de Minas, passando pela Bahia, Pernambuco e chegando a Sergipe e Alagoas. Então foi uma grande experiência nesse sentido, acredito que no simpósio é possível sair com a percepção que as ações precisam ser mediadas pelas políticas públicas e o Estado tem um papel importante nisso, mas sem a sociedade civil e os agentes de mercado será muito difícil alterar esse cenário de degradação no Rio São Francisco”, finaliza o Dr. Diego Freitas.

Ao longo de toda a programação dos últimos quatro dia, o II SBHSF teve 154 trabalhos inscritos e ofertou sete minicursos. Um deles foi sobre Aplicação de Técnicas Conservacionistas de água e solo, ministrado pelo Professor Titular de Recursos Hídricos da UFRPE, Abelardo Montenegro, que comenta como foi sua experiência no evento. “O Simpósio foi muito produtivo. Uma grande oportunidade da academia, tanto do corpo docente quanto do corpo discente, de focarem em temas pertinentes à conservação e sustentabilidade da Bacia do São Francisco. Tenho a convicção que o minicurso que ministrei cumpriu o objetivo de despertar o interesse dos participantes para a importância de conservar as encostas, buscar atividades agropecuárias que adotem práticas que conservem a vegetação, o solo e os recursos hídricos,  mitigando os impactos nos corpos hídricos. Terminamos com uma prática que despertou o interesse dos participantes do minicurso e de outros participantes do evento. Agradeço a oportunidade e estou a disposição para novas contribuições”.

Campanha Eu viro carranca pra defender o Velho Chico

A campanha “Eu viro carranca pra defender o Velho Chico”  chegou para conscientizar a população sobre a preservação do rio e mobilizar a todos pelo uso responsável dos seus recursos hídricos. Uma exposição intitulada “Amo Velho Chico” foi instalada na Centro de Vivência da UFS e recebeu a visitação de aproximadamente 500 expectadores, entre crianças e adolescentes. O que permitiu uma grande interação entre professores e seus alunos. Na oportunidade eles puderam conhecer um pouco mais sobre a história do Rio São Francisco e virar carranca para defender o futuro do Rio da Integração. Cada visitante ganhou uma máscara, um boné e um mapa atualizado do rio, se transformando em uma verdadeira lembrança para cada um deles.

O CBHSF

A Bacia do Rio São Francisco abrange 505 municípios em seis estados (Minas Gerais, Goiás, Bahia, Pernambuco, Sergipe e Alagoas) e o Distrito Federal. O Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco é um órgão colegiado, integrado pelo poder público, sociedade civil e empresas usuárias de água, que tem por finalidade realizar a gestão descentralizada e participativa dos recursos hídricos da bacia, na perspectiva de proteger os seus mananciais e contribuir para o seu desenvolvimento sustentável. Para tanto, o governo federal lhe conferiu atribuições normativas, deliberativas e consultivas. Saiba mais em: www.cbhsaofrancisco.org.br

 

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