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Precisamos falar sobre racismo

Live realizada pelo Núcleo de Apoio Pedagógico e Psicossocial da Unit contou com a participação de Valdice Gomes

às 17h52
Valdice Gomes é integrante do Centro de Cultura e Estudos Étnicos
Valdice Gomes é integrante do Centro de Cultura e Estudos Étnicos
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Há quem argumente que o racismo não acaba justamente porque se fala muito sobre o assunto. Ou será que incomoda o fato de, ao se falar sobre racismo, aparecer o racimo de cada um de nós? O fato é que, falando ou não sobre ele, o racismo existe, está presente no dia a dia. Por isso, o Núcleo de Apoio Pedagógico e Psicossocial (Napps) do Centro Universitário Tiradentes promoveu a Live ‘Precisando falar sobre racismo’, na última sexta-feira (13), no canal do Youtube da Unit/AL.

A jornalista Valdice Gomes – integrante do Centro de Cultura e Estudos Étnicos (ANAJO) falou sobre racismo e como todos podem colaborar para a construção de uma sociedade mais justa. “Nós precisamos olhar o que atitudes estamos tomando para acabar com o racismo. Se eu sou diretor de uma empresa, e percebo que em volta de mim só tem pessoas brancas, e aí é o momento de você ter atitudes, como por exemplo começar a se questionar: de que forma eu posso fazer para que mais pessoas negras estejam nesse mesmo ambiente profissional?”, disse Valdice.

“A sociedade precisa entender que enquanto houver essa desigualdade social, nós não vamos ter um país desenvolvido. Então o racismo não só atrapalha a mim – enquanto pessoa, mas atrapalha o país. É isso que o país precisa atender”, concluiu.

Confira a Live completa aqui.

Anajô

O Centro de Cultura e Estudos Étnicos Anajô é uma organização não-governamental fundada em dezembro de 2005, vinculada aos Agentes de Pastoral Negros do Brasil (APNs), instituição nacional do Movimento Negro que encontra-se presente em 14 estados brasileiros.

O Anajô é composto por educadores, artistas, jornalistas, produtores culturais, sindicalistas e estudantes. Busca contribuir de forma efetiva em atividades de formação e na conscientização sobre a importância histórica e cultural do Quilombo dos Palmares e da Serra da Barriga (Patrimônio do Mercosul); pertencimento étnico; valorização dos povos tradicionais; igualdade de gênero; além do combate ao racismo e preconceitos correlatos.

A instituição reivindica a promoção de políticas públicas e a implementação de ações socioculturais, por meio da participação em reuniões do Movimento Social Negro e audiências públicas, além de possuir representação em coletivos de Controle Social.

Atualmente, o Anajô participa do Conselho Estadual de Promoção da Igualdade Racial em Alagoas (Conepir-AL); Conselho Estadual dos Direitos da Mulher de Alagoas (CEDIM-AL); Conselho Estadual de Saúde de Alagoas(CES-AL);  Comitê Técnico Estadual de Saúde Integral da População Negra; e recentemente, entrou no Conselho Municipal de Políticas Culturais em Maceió (CMPC).

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