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Pausa para o café: consumo moderado é a melhor pedida

Como a bebida mais produzida e consumida no país, o café está presente em todos os lares, mas seu consumo pede algumas precauções

às 18h04
Consumo recomendado de café é de 3 ou 4 xícaras pequenas por dia, e de preferência coado (Pixabay)
Consumo recomendado de café é de 3 ou 4 xícaras pequenas por dia, e de preferência coado (Pixabay)
Ariana Amaral, coordenadora pedagógica do curso de Nutrição da Unit Alagoas
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Há quem não consiga acordar pela manhã antes de uma xícara de café. Em casa, ou no local de trabalho, ele está presente e até com hora marcada. E tem para todos os gostos: forte, extra forte, descafeinado, expresso, coado. Quem aprecia um bom café e exige cada vez mais do sabor, não pode deixar de lado a moderação.

É o que orienta a nutricionista Ariana Amaral, professora e coordenadora pedagógica do curso de Nutrição do Centro Universitário Tiradentes (Unit Alagoas), para quem é importante limitar o consumo de café a 3 ou 4 xícaras pequenas por dia e de preferência coado. “Os indivíduos que possuem úlcera, gastrite e hipertensão devem limitar também a quantidade de café ingerida. O excesso no consumo, mesmo em indivíduos sem doenças, pode desencadear taquicardia e insônia”, alerta. 

Às vezes é difícil resistir. No calor, ou ainda mais nesta época do ano, com temperaturas mais amenas, o café tradicional coado em casa vai muito bem. E os brasileiros buscam cada vez mais o que essa bebida, paixão nacional, pode oferecer. 

Vivemos em uma era na qual a maioria das pessoas se preocupa com saúde e bem estar, o que inclui a alimentação. Não se busca apenas sabor, mas sobretudo os benefícios nutritivos dos alimentos. E isso não é diferente em relação ao café que bebemos diariamente.

Crianças e idosos

Por ser tão popular na mesa dos brasileiros, o consumo começa muito cedo, até mesmo na infância. Mas essa prática não é recomendável na faixa pediátrica, como informa Ariana Amaral. “Isso é por não haver demonstração de benefícios e por conta dos efeitos que podem ser prejudiciais, como a diminuição da absorção de cálcio e o impacto no crescimento, além do desenvolvimento dos sistemas nervoso e cardiovascular”, explica.  

A quantidade também deve ser ponderada na terceira idade. “Os idosos devem limitar o consumo pelo maior risco do excesso da bebida contribuir para osteoporose, insônia e distúrbios gastrointestinais”, explica a nutricionista, lembrando que o café pode ser substituído por chás de frutas e flores. 

Os chás verde e preto, apesar de benéficos em algumas situações, também contém cafeína, podendo levar o indivíduo a apresentar distúrbios semelhantes ao consumí-los em exagero. O excesso de café, junto de alguns alimentos na dieta, pode atrapalhar a absorção de algumas vitaminas e minerais dos alimentos.

Curiosidade sobre o café

Os cafés são classificados pela percepção conjunta de atributos como aroma, intensidade e acidez. Na hora de escolher, além do tipo de grão, é importante prestar atenção também aos diferentes métodos de preparo para adequar a bebida ao seu gosto, lembrando que o açúcar altera o sabor da bebida. 

Mais de 1400 componentes aromáticos são liberados assim que o grão se quebra, por isso o café moído na hora é sempre mais fresquinho. A variedade vai da pureza dos orgânicos à rapidez dos solúveis, dos chamados superiores aos especiais, que resultam em uma bebida suave e delicada ao paladar. E não esqueçamos dos gourmets. Seja qual for a escolha, eles vão muito bem quentes ou em drinks criativos servidos gelados. 

Asscom | Grupo Tiradentes

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