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O que são os transtornos de aprendizagem?

Frequentemente detectados na fase de alfabetização, eles podem ocorrer em qualquer criança e são diferentes das dificuldades de aprendizagem

às 21h12
Um bom apoio educacional, familiar e participação em atividades colaboram no desenvolvimento de quem tem transtornos de aprendizagem (Jason Sung/Unsplash)
Um bom apoio educacional, familiar e participação em atividades colaboram no desenvolvimento de quem tem transtornos de aprendizagem (Jason Sung/Unsplash)
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Muitas crianças em fase escolar apresentam certas dificuldades em realizar uma tarefa. Pode ser na leitura, na matemática ou na formulação e comunicação dos pensamentos. Quando existe algum transtorno de aprendizagem, não conseguem acompanhar o ritmo de desenvolvimento esperado para sua idade. Elas sentem mais dificuldades nas atividades do que seus colegas e tais dificuldades não diminuem com o tempo. 

Frequentemente identificados na fase de alfabetização, podem se tornar aparentes também já na educação infantil. Eles ocorrem quando há alterações nas conexões ou deficiências em determinadas áreas do cérebro. Isso leva a atrasos no desenvolvimento cognitivo durante a idade escolar, sendo que estas podem significar um evento passageiro, por conta de algum momento difícil que esteja vivendo, por exemplo. 

Em outros casos, podem não ser detectados até a vida adulta, o que gera graves comprometimentos na vida escolar e profissional da pessoa. É de grande importância que os responsáveis fiquem atentos aos pequenos, e quando detectado um transtorno de aprendizagem, a criança precisa de acompanhamento multidisciplinar para que possa superar suas dificuldades. Vale ressaltar que a dificuldade de aprendizagem não tem necessariamente como causa um transtorno. 

Critérios

De acordo com o Manual de Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais 5.ª edição (ou DSM-5), quatro critérios são considerados para o diagnóstico. Este manual é feito pela Associação Americana de Psiquiatria para definir como é feito o diagnóstico de transtornos mentais. 

Nesses casos, os sintomas persistem por pelo menos seis meses, apesar da ajuda extra ou instruções específicas; as habilidades afetadas estão abaixo das expectativas da idade e causam prejuízo nas atividades acadêmicas, ocupacionais ou cotidianas, conforme confirmado por testes e avaliação clínica; E ainda o problema começa durante os anos em idade escolar, ou não é devido a outras condições (como Deficiência Intelectual, visão ou deficiência auditiva). 

Geralmente, se a criança recebe um bom apoio educacional, familiar e recebe atividades que consideram seus pontos fortes, ela se sai muito bem em seu desenvolvimento. Os resultados a longo prazo não dependem apenas do desempenho acadêmico, mas também de qualidades pessoais, adultos de apoio e fatores sociais. Dessa forma, quando detectado um transtorno de aprendizagem a criança precisa de acompanhamento multidisciplinar para que possa superar suas dificuldades.

Causas

O que causa tais transtornos não se sabe exatamente, essa ainda é uma área que intriga os pesquisadores. No entanto, observa-se que elas podem estar ligadas a fatores genéticos e que nem sempre não permanentes. Os principais transtornos possivelmente têm sua origem em disfunções no sistema nervoso central. 

Fatores sociais também têm influência, sendo o ambiente escolar e familiar os mais importantes. Por isso, diante uma dificuldade de aprendizagem, é preciso identificar se o ambiente escolar é motivador, se os profissionais são capacitados, como é a relação do aluno com o professor e com os pais, se a proposta pedagógica é adequada, antes de levantar a hipótese de um transtorno.

São inabilidades na leitura, escrita ou matemática, que surgem por dificuldades na aquisição e uso da escuta, fala, leitura, escrita, raciocínio ou habilidades matemáticas. Além disso, outras complicações podem surgir a partir do transtorno, como agressividade e dificuldade de interação social.

Ao contrário do que algumas pessoas pensam, eles não têm origem em circunstâncias escolares, traumatismos nem em comprometimentos visuais, auditivos ou de inteligência. Crianças com histórico familiar mais propensas a desenvolvê-lo, bem como aquelas com outras condições neurológicas, como epilepsia. 

Como eles surgem nos primeiros anos da idade escolar, o pedagogo ou pedagoga terá um papel importante na identificação dos primeiros sinais. No entanto, é importante que ocorra uma avaliação multidisciplinar (neurologista, fonoaudiólogo, psicólogo, psicopedagogo etc) para identificar os transtornos de aprendizagem.

Asscom | Grupo Tiradentes 

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