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Mortes e desemprego: Brasil sofre o maior impacto da Covid-19

Pesquisa realizada pelo Ipea avaliou o desempenho do país e constatou impacto maior que em outros países, ocasionado por mortes e desemprego

às 17h36
Taxas de mortes e de desemprego no Brasil superaram mais de 80% dos países analisados pela OIT (Unsplash)
Taxas de mortes e de desemprego no Brasil superaram mais de 80% dos países analisados pela OIT (Unsplash)
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Pior desempenho. Essa foi a constatação do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), ao realizar uma pesquisa sobre os impactos ocasionados pela pandemia da Covid-19 no Brasil sob os aspectos de mortes e desemprego, em comparação com outros países.

Na análise foram considerados dados de 2020 reunidos pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e pela Organização Internacional do Trabalho (OIT). Os levantamentos apontaram que, em termos proporcionais, o Brasil teve mais mortes pela doença que 89,3% dos 178 países analisados. Já em relação aos índices de desemprego, a redução na taxa de ocupação da população ativa foi superior que as de 84,1% dos 63 países analisados pela OIT.

“A verdade é que a disseminação da Covid-19 cobrou uma fatura alta da economia e das próprias empresas, enquanto os governos “lutam” para conter esta propagação da doença. O fato é que há pouco mais de um ano deste decreto de situação de pandemia, 163 milhões de pessoas foram contaminadas no mundo inteiro. Destas, 3,38 milhões perderam suas vidas. No Brasil, onde as crises começam por externalidades e terminam sempre por esbarrar em uma crise política, já são 15,6 milhões de brasileiros contaminados, com algo em torno de 436 mil mortes, números estes que refletem diretamente a ineficiência estatal de contenção da Pandemia no país”, analisa o professor Werson Kaval, docente de MBA e Pós-Graduação nas áreas de Empreendedorismo, Inovação, Planejamento Estratégico e Gestão de Negócios/Startup’s da Unit Pernambuco.

Pandemia e desemprego

Em 2019, segundo a pesquisa, o país estava na 25ª colocação relativa ao nível de ocupação da população entre os demais 64 países estudados. Já no ano passado, início da pandemia, o Brasil teve a 16ª menor taxa de ocupação, onde 48,8% das pessoas em idade ativa estavam empregadas. Essa constatação fez com que a nação tivesse desempenho inferior a países como México, Paraguai e Palestina.

“Ainda muito atrasado na vacinação das pessoas, especialistas apontam que a América Latina segue severamente afetada pela pandemia, e destacam que a situação mais dramática ocorre no Brasil, onde o crescimento será ainda um pouco mais fraco do que o previsto anteriormente”, ressalta o professor. 

Asscom | Grupo Tiradentes

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