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Mastigação errada prejudica a saúde bucal

Uma dica importante é manter a atenção no processo e sabor durante a refeição; partículas mal mastigadas também podem afetar o sistema digestivo

às 15h36
A concentração total na refeição, sem hábitos que distraiam, ajuda a pessoa a fazer uma mastigação correta dos alimentos
A concentração total na refeição, sem hábitos que distraiam, ajuda a pessoa a fazer uma mastigação correta dos alimentos
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Comer com pressa é um hábito muito prejudicial. Quem tem esse costume precisa se policiar para abandoná-lo em face dos malefícios decorrentes. Além de prejudicar a digestão, causar prisão de ventre, também pode ser a origem do desagradável mau hálito. Fazer as refeições de forma consciente, com foco no momento, no alimento, com seus sabores, texturas e aromas, é um modo de melhorar a mastigação e obter ainda outros ganhos.

A digestão do que se come começa na boca. A mastigação tritura os alimentos e os reduz a um tamanho adequado para ser deglutidos. Nesse processo, a saliva também ajuda a amolecê-los, pois conta com enzimas que auxiliam na quebra de carboidratos e gorduras, facilitando a absorção dos alimentos. A mastigação incorreta e acelerada pode gerar outras dificuldades de fala e de deglutição. 

Boa digestão

Além disso, enquanto ocorre a mastigação, o sistema digestivo se prepara para receber a comida. Tal preparação potencializa a produção de ácido gástrico no estômago, que possui papel fundamental na digestão. Por isso, quando a mastigação não é correta, ou é feita com pressa e de forma não consciente, isso faz a diferença no sistema digestivo e causa vários desconfortos ao organismo. 

A mastigação adequada evita também azia, dor abdominal, refluxo ou distensão abdominal. Quando se come com pressa os alimentos não são mastigados adequadamente e o processo de digestão pode ser lento e inadequado causando a constipação intestinal ou prisão de ventre. Nessa situação, as partículas de alimentos demoram a serem metabolizadas pelas bactérias do intestino e ocorre a produção de gases.

Em alguns casos, essas partículas podem resultar em obstrução intestinal, como foi o caso do presidente Jair Bolsonaro, que ficou internado em um hospital de São Paulo na primeira semana de janeiro. Segundo os médicos, um camarão mal mastigado obstruiu uma das alças do intestino, comprometido por causa do esfaqueamento sofrido por Bolsonaro em 2018.

Saúde bucal

Comer devagar apreciando os alimentos ajuda inclusive a manter o bom hálito. Mastigar bem os alimentos estimula e equilibra o fluxo salivar, maior responsável pela limpeza da boca. É ainda um estímulo mecânico que ativa a ação neural, que por sua vez ativa as células das glândulas salivares, estimulando a produção de saliva. 

Manter esse processo em equilíbrio beneficia a salivação em repouso, evitando odor desagradável na boca. Além de manter um bom hálito e uma boa digestão, evitando desconfortos e constrangimentos, a salivação adequada decorrente da boa mastigação, também auxilia na prevenção de cáries. Já quem não realiza os movimentos adequados ou mastiga muito rapidamente pode ter problemas bucais e até alterações na arcada dentária.

Atenção à refeição

Modificar um hábito às vezes é bem mais difícil que aprender um novo. Para quem come rápido desde sempre, talvez seja preciso um esforço a mais para abandonar essa prática danosa. Uma ideia que pode contribuir no processo de alimentação, sobretudo na mastigação dos alimentos, é o conceito de mindfulness, que pode ser traduzido como “atenção plena”, aplicada na hora da refeição.

Este termo expressa a ideia de um estado mental de concentração total nas atividades e experiências que estamos realizando. Dessa forma, é possível perceber melhor as sensações corporais e emocionais daquela atividade, como fazer uma refeição, por exemplo. A concentração total na refeição, sem pressa, nem distrações externas, vai ajudar a aproveitar melhor toda a experiência da comida.

Vale a pena tentar, experimentar e treinar. Repetir a forma várias e várias vezes e, dessa maneira, evoluir não apenas o processo de mastigação, mas também a própria relação com a comida. A atenção plena aplicada à alimentação colabora ainda para a percepção do paladar, da saciedade e do entendimento das escolhas conscientes em relação ao que comer ou não, para sair do “automático” na hora das refeições. 

Asscom | Grupo Tiradentes

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