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Live Tiradentes provoca debate sobre proteção ambiental em meio à pandemia

Coordenador dos parques municipais de Maceió, Fábio Palmeira foi o convidado da última edição

às 19h11
Live discutiu sobre proteção ambiental
Live discutiu sobre proteção ambiental
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Na semana em que se celebra o meio ambiente, o Centro Universitário Tiradentes convidou o ambientalista e coordenador dos parques municipais de Maceió, Fábio Palmeira, para discutir a proteção ambiental em meio à pandemia do coronavírus. A live foi promovida nessa quinta-feira, 4, com mediação do coordenador de Extensão da Unit, professor Victor Carnaúba, e interpretação em Libras feita por Gisele Melo. O objetivo foi discutir políticas públicas e práticas de bem-estar, saúde e qualidade de vida com foco na preservação de um ecossistema equilibrado.

Fábio Palmeira iniciou a fala mostrando como o problema da pandemia, que obrigou as pessoas a se isolarem em suas casas, trouxe mudanças ambientais em todo o mundo. “O pico do Himalaia está sendo visto a 200 quilômetros de distância; rios, lagos e oceanos apresentam águas mais limpas e transparentes; na Tailândia, cerca de 70 elefantes que eram utilizados no setor turístico foram soltos. Esses são dados relevantes para a questão ambiental”, ilustrou.

Apesar de algumas mudanças serem positivas, Palmeira demonstrou preocupação com o futuro pós-pandemia. “Existe um debate muito sério – e que precisa ocorrer – sobre a saúde e a economia, mas nós também precisamos tratar mais a questão da preservação ambiental.  Hoje, os níveis de NO2 e CO2 baixaram porque o número de carros nas ruas diminuiu, muitas indústrias pararam. Mas, e quando tudo isso voltar? É necessário refletir e desenvolver ações, inclusive, políticas públicas governamentais que de fato funcionem”, comentou.

O mundo pós pandemia

Para o administrador dos parques municipais de Maceió, o ecoturismo e o uso sustentável das reservas ambientais certamente serão a principal válvula de escape das pessoas no pós-pandemia. “Em que lugares teremos as primeiras idas em família quando pudermos sair de casa? Os espaços públicos, especialmente os parques, onde as pessoas irão para respirar ar puro. Nós não voltaremos à normalidade tão rapidamente, a nossa vida vai mudar de agora em diante, teremos uma série de restrições, de cuidados com a nossa saúde, dos nossos familiares, e vamos valorizar cada vez mais o lazer ambiental”, projetou.

Tomando como exemplo as políticas públicas de mapeamento, preservação e revitalização de áreas verdes no município de Maceió, a exemplo dos parques Municipal e do Horto, Fábio Palmeira reforçou a importância da utilização desses espaços para conscientizar as novas gerações. “Antes da pandemia, os dois parques recebiam cerca de oito mil visitantes por mês, em projetos como trilhas ecológicas, visitas guiadas, colônias de férias, música no parque, exposições. Contabilizamos cerca de 300 escolas por ano, sensibilizamos e tornamos esses adolescentes e crianças multiplicadores da educação ambiental”, avaliou.

Desafios da limpeza urbana

Fábio também analisou a situação coleta seletiva na capital alagoana. “Com a pandemia, houve um aumento de 20% na coleta de lixo domiciliar, ou seja, as pessoas estão mais em casa e, consequentemente, a feira triplica. Temos quatro cooperativas em Maceió, contratadas pelo município para fazer o serviço de coleta seletiva em 11 bairros da cidade, mas ainda existe pouca adesão da sociedade. São cerca de 20 mil casas cadastradas no programa da coleta seletiva, um número baixo. Precisamos avançar muito nisso e a Prefeitura está empenhada, buscando sensibilizar cada vez mais os moradores”, afirmou.

Outro ponto discutido na live foi o serviço de limpeza urbana. “Inicialmente, tivemos uma baixa de cerca de 25% dos garis que trabalham na coleta, porém, por obrigação, as empresas contratadas têm que repor de imediato. Então, os que estão em grupo de risco ou apresentam sintomas ficam em casa, mas há uma reposição imediata desses funcionários”, tranquilizou Palmeira. 

O coordenador de Extensão da Unit, professor Victor Carnaúba, aproveitou a live para abordar o conceito de saúde única, reconhecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que trata da integração entre saúde humana, saúde animal, ambiente e a adoção de políticas públicas efetivas para a prevenção e controle de enfermidades. “Essa integração é muito forte e qualquer desequilíbrio que venha a acontecer no meio ambiente pode nos trazer sérias consequências. Talvez esse já seja o panorama que estamos vivendo”, ponderou.

Para assistir a live na íntegra clique aqui.

Por Álvaro Muller – Algo Mais Consultoria e Assessoria

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