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Língua de sinais garante autonomia para comunidade surda

A língua de sinais possibilita a comunicação entre as pessoas surdas não oralizadas e ouvintes

às 19h45
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De acordo com a Organização Mundial de Saúde – OMS no mundo há aproximadamente 466 milhões de pessoas com deficiência auditiva, mas que nem todos escolhem a língua de sinais como forma de comunicação. 

Há sinais universais, criados para facilitar a comunidade surda onde estiver, não importando a região do mundo. Mas vale lembrar que a língua de sinais não é universal, e cada país possui a sua própria. No Brasil, temos a Língua Brasileira de Sinais (Libras) como meio legal oficial de comunicação da comunidade surda, oficializada através da lei 10.436/2002.

A língua de sinais possibilita a comunicação entre as pessoas surdas não oralizadas e ouvintes, além disso, ela garante autonomia e manutenção da identidade das pessoas que formam a comunidade surda. Vale lembrar que, Libras é considerado a segunda língua oficial do Brasil.  

Na Unit Alagoas, acreditamos que a educação deve ser contínua e acessível a todos. Por isso, disponibilizamos em nosso campus intérpretes de Libras e acompanhamento contínuo com o NAPPS. Além de incentivar projetos revolucionários sobre o tema, como é o caso da Startup T-Hand, uma plataforma educacional online que permite o acesso para a realização de exercícios intelectivos que, através de ilustrações, tem o intuito de desenvolver a gramática da Língua Portuguesa, como segunda língua (L2), para as crianças surdas. 

Núcleo de Apoio Pedagógico e Psicossocial 

O Napps é um espaço de todos que compõem o Centro Universitário Tiradentes. O Núcleo presta apoio pedagógico, psicológico e social aos discentes visando complementar e sugerir direcionamento no acompanhamento do processo de aprendizagem, tanto no desempenho acadêmico, quanto em assuntos que tenham reflexo nesse desenvolvimento, particularmente, de ordem pedagógica, psicológica e social.

Verônica Wolff Becker, coordenadora do núcleo, diz que é de suma importância que os alunos surdos tenham a Libras nas escolas, para que eles se sintam parte integrante da sociedade e possam interagir com o mundo que o cerca, melhorando sua qualidade de vida e seu aprendizado. 

“Existem hoje no Brasil mais de dez milhões de pessoas com deficiência auditiva, ou seja, mais de 5% da população é surda. E foi buscando  dar uma resposta às batalhas travadas por séculos por estas pessoas que se criou leis de inclusão, possibilitando um ambiente acessível para que todos se sintam incluídos. A complexidade da língua brasileira de sinais e porque ela é de fato uma língua”, comentou. 

A pedagoga continua enfatizando sobre a importância da língua 

“A libras é uma língua própria, que assim como o português tem suas características, possui sua própria gramática, expressões regionais, fonemas, aspectos semânticos, sintáticos, morfológicos e individualidades nacionais. Além disso, ela facilita a comunicação que tem uma importância fundamental no desenvolvimento do ser humano e nas questões psicossociais. Assim como a escola, os ambientes em que as pessoas surdas utilizam e vivem precisam estar adaptados seja  com intérpretes de libras, janela acessível , às famílias também precisam aprender Libras e saber a importância que ela faz no desenvolvimento da criança surda. A comunicação da família com a criança surda incentivará a busca por novos desafios, a autoconfiança, melhora da autoestima e consequentemente  a segurança em saber que está sendo incluído”, finalizou. 

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