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LDB tornará ensino de Química e Física optativos a partir de 2022

Professores da Unit acreditam que uso de novas tecnologias e métodos tornam as disciplinas de Fisica e Química mais atraentes para os estudantes

às 23h01
Ensino das disciplinas de Física e Química passarão a exigir uma maior interatividade e mais uso de tecnologias (reprodução/USP Imagens)
Ensino das disciplinas de Física e Química passarão a exigir uma maior interatividade e mais uso de tecnologias (reprodução/USP Imagens)
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A Lei nº 13.415/2017, que alterou a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) e a estrutura do Ensino Médio, fez uma mudança nos currículos escolares e deverá entrar totalmente em vigor a partir de 2022. Ela torna opcional o ensino das disciplinas de Química e Física. Com isso, elas tomam parte do conjunto de disciplinas, projetos, oficinas, núcleos de estudo, entre outras situações de trabalho, que os estudantes poderão escolher no Ensino Médio

O mestre em Química, Nelson Antônio Sá Santos, professor do curso de Engenharia de Petróleo da Universidade Tiradentes (Unit Sergipe), destaca que o processo tende a ser melhor à medida que as aulas sejam ministradas de maneira mais ativa, cheia de diálogo e divertida. “A habilidade do professor em sala de aula é baseada em uma base segura de conhecimento do assunto e seu ensino torna-se mais eficaz quando as suas explicações são claras e seus questionamentos dão possibilidade às indagações dos alunos”, enfatiza.

Para a pesquisadora Maria Nogueira Marques, do Instituto de Tecnologia e Pesquisa (ITP), no campo do ensino/aprendizagem, há algumas linhas de pesquisas que possuem com olhares distintos, com algumas linhas didáticas sendo favoráveis aos métodos tradicionais de ensino em sala de aula, outras com a utilização de recursos tecnológicos. “O uso de materiais digitais, como recurso didático no ensino de química visando despertar o interesse do aluno para a aprendizagem dos conteúdos escolares, pois os blogs e jogos estão na vivência dos jovens e facilitam o entendimento do assunto de forma atrativa e prazerosa, melhorando o desenvolvimento das habilidades cognitivas e a aprendizagem”, argumenta.

Marques cita que os blogs podem ser ótimas ferramentas didáticas. “Como ferramenta para o ensino/aprendizagem de química e física, há inclusive um estudo de Moresco e Behar que concluiu que esta metodologia adotada agradou tanto aos alunos como os professores, por ser integrativa e interdisciplinar, epromover a aprendizagem da física, química, informática e língua portuguesa. Esta metodologia promove a constante troca de ideias entre os discentes e aumenta a autoestima e autonomia”, ressalta.

Os pesquisadores Marcondes e Silva, diz a pesquisadora, investigaram os entendimentos dos docentes sobre a contextualização no ensino de química, por meio de uma ação de formação continuada de professores. “Os resultados apontaram que, inicialmente, para a maioria dos professores, a contextualização no ensino de química era a utilização de fatos ou situações do cotidiano com o objetivo de estabelecer algum vínculo com conhecimentos científicos, visando a aprendizagem de conceitos. Após a formação continuada os professores passaram a compreender a contextualização de forma mais elaborada como a abordagem de questões sociais”, aponta.

Uso das novas tecnologias

Mesmo com a mudança da LDB, as redes de ensino terão autonomia para definir quais os itinerários formativos irão ofertar, considerando um processo que envolva a participação de toda a comunidade escolar, mas essas disciplinas nem sempre são as favoritas dos educandos, e os professores possuem dificuldades para lecioná-las, uma vez que o método de ensino e aprendizagem para essas disciplinas é sempre questionado, sendo preciso, portanto, uma boa interação entre professores e alunos.

O professor Nelson Sá é favorável ao uso das novas tecnologias e sugere aos professores que atuam no ensino médio que utilizem uma apresentação amigável. “Boa abordagem é a ilustração dos conceitos, até os mais abstratos, com analogias e exemplos, de modo a correlacionar o conhecimento estudado com a vida cotidiana; incentivem o contato e desenvolvam a reciprocidade e cooperação entre os alunos, buscando a relação entre os conceitos e a experimentação”.

A necessidade de se utilizar as ferramentas tecnológicas disponíveis para despertar o interesse dos alunos na aprendizagem de forma lúdica e interativa também é defendida pela pesquisadora. “Desenvolve competências e habilidades como o raciocínio rápido, memorização, pensamento crítico e trabalho colaborativo. Enquanto a contextualização no ensino de química e física visa promover o estudo de contextos sociais com aspectos políticos, econômicos e ambientais, fundamentado nos conhecimentos das ciências e tecnologia, colaborando para que sejam cidadãos ativos, capazes de construir e transformar suas histórias, enquanto sujeitos desse processo”, finaliza.

Asscom | Grupo Tiradentes

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