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Habilidades socioemocionais de crianças devem ser estimuladas nas escolas

Pedagogia tem papel essencial no trabalho com as habilidades mais urgentes do século XXI; objetivo é preparar crianças para os desafios atuais e do futuro

às 23h44
O desenvolvimento de habilidades socioemocionais ajudam a melhorar a cognição e a aprendizagem das crianças (Unsplash)
O desenvolvimento de habilidades socioemocionais ajudam a melhorar a cognição e a aprendizagem das crianças (Unsplash)
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Atualmente, entre as habilidades mais importantes a serem desenvolvidas nas crianças e jovens, estão o autoconhecimento e cuidado com a sua própria saúde física e mental; o exercício da empatia, o diálogo, a resolução de conflitos e a cooperação; a autonomia, responsabilidade, flexibilidade, resiliência e determinação para agir com base em princípios éticos, democráticos, inclusivos, sustentáveis e solidários. 

Elas integram a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), que está em fase de implementação por estados e municípios em todo o país. Consideradas urgentes para o século XXI, as habilidades socioemocionais listadas acima passam a ser trabalhadas na escola, de modo a colaborar para que os alunos desenvolvam a capacidade de identificar e trabalhar suas próprias emoções. 

A ideia é que assim elas saibam gerenciar o que sentem, com capacidade de aplicar o pensamento crítico para resolver problemas em diferentes situações. Estas diretrizes fazem parte das competências gerais da BNCC, que devem ser aplicadas em prol da melhoria da qualidade da educação brasileira, numa lógica oposta à conteudista que predominou nos currículos ao longo de muitos anos. 

A BNCC propõe um ensino mais dialógico e capaz de preparar as crianças e jovens para lidar com os desafios da atualidade e do futuro. Também indica os objetivos de aprendizagem a cada etapa escolar e considerando as particularidades de cada localidade. 

Educação socioemocional

As habilidades vão além da educação formal ligada a conteúdos específicos das disciplinas: têm a ver também com atitudes e valores da vida cotidiana, da cidadania e do trabalho. Cada estudante é um agente ativo na construção do próprio conhecimento, não mais apenas um receptor de conteúdos. Isso porque cada ser humano é um produto dos estímulos e aprendizados que recebeu na vida. 

Na infância e adolescência, estágios de formação do cérebro, esses estímulos são cruciais para determinar o adulto que eles serão. O cérebro da criança está pronto para desenvolver as competências socioemocionais a partir dos dois anos de vida. De acordo com os especialistas, algumas habilidades e competências não se desenvolvem sem o estímulo certo. 

Por isso, a importância da aprendizagem socioemocional, que acontece na escola, na sociedade e na comunidade, sendo cada vez mais importante trabalhar esses fatores na educação. Ela tem a ver com a percepção social, autoconhecimento, autogestão, tomada de decisão responsável e habilidades de relacionamento. Trabalhar essas questões vai gerar mais motivação, cooperação, empatia, disciplina, perseverança e atenção plena. 

Papel do pedagogo

A primeira infância é o momento em que as crianças aprendem sobre suas emoções. Os pais e professores devem auxiliá-las a entender o que sentem e o ambiente escolar tem fundamental relevância na promoção da saúde emocional e mental. O desafio da educação no século XXI é unir cognição com a emoção, não apenas discutindo a questão, mas dando oportunidade para a criança falar de seus medos e emoções.

Empatia, solidariedade e tolerância são algumas das habilidades socioemocionais que precisam ser desenvolvidas para que seja possível conviver em sociedade. E a escola é o principal local para provocar a boa relação com os próprios sentimentos, com o aprimoramento da criatividade e estabelecimento de relações positivas com o mundo. 

Asscom | Grupo Tiradentes

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