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Ginástica laboral ajuda a melhorar desempenho de quem trabalha ou estuda em casa

Professor destaca os benefícios da ginástica e dá dicas para manter-se alongado e em movimento ao longo do dia

às 13h24
Professor Fábio Monteiro demonstra exercícios que podem ser feitos no home office
Professor Fábio Monteiro demonstra exercícios que podem ser feitos no home office
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Com a quarentena por conta do avanço do Coronavírus e da Covid-19, muitas instituições, como o próprio Centro Universitário Tiradentes (Unit/AL), atendendo às recomendações de órgãos governamentais, aderiram ao home office (ou o teletrabalho) e muita gente passou a trabalhar ou estudar em casa. Uma das alternativas para melhorar a qualidade de vida durante este isolamento é a cinesioterapia laboral, mais conhecida como ginástica laboral.

É definida como a prática voluntária de atividades físicas realizadas por trabalhadores no local de trabalho durante sua jornada diária. Segundo Fábio Monteiro, professor do curso de Fisioterapia da Unit/AL, esse tipo de exercício ajuda a reduzir o estresse físico e psicológico, contribuindo com a diminuição no número de acidentes de trabalho e lesões ocupacionais, inclusive durante o isolamento social.

“Nesse tempo de quarentena e home office forçado, a ginástica laboral traz benefícios, adaptações e qualidade no serviço, principalmente para o colaborador e estudantes que não estão adaptados a fazer suas atividades dentro de casa e que não têm um posto de trabalho adequado em seu lar”, frisou Fábio Monteiro.

Com exercícios simples e alongamento é possível dar uma energia extra para o corpo, quebrar a monotonia e a repetição de movimentos durante o trabalho ou estudo, melhorando a postura, evitando prejuízos e futuras lesões.

Tipos de ginástica
A ginástica laboral pode ser dividida em três etapas. A primeira é a preparatória, que é feita antes da jornada de trabalho e estudo, logo pela manhã, antes de sentar, organizar as pautas e começar as atividades, preparando o corpo para a jornada.

A segunda é a compensatória, que é feita na metade da jornada. A pessoa deve parar e fazer exercícios mais leves, relaxando e tonificando a musculatura para uma postura correta, preparando para aguentar o tempo que ainda resta.

Por fim, a de relaxamento, que deve ser realizada somente ao final do expediente ou estudos para desaquecer o corpo, relaxar a cervical, com alongamentos leves e um trabalho suave para tentar tirar o estresse e não acumular a tensão.

De acordo com Fábio Monteiro, o ideal é que cada etapa seja acompanhada por um profissional de fisioterapia ou educação física, mas, nesse momento de crise, com o isolamento social compulsório, nem sempre é possível.

“Nessa situação específica, nós podemos fazer de casa alguns exercícios mais simples. Assistir vídeos de profissionais que têm canais no YouTube pode ser uma saída ou ver vídeos de canais institucionais nos quais o profissional vai demonstrar exercícios corretos para cada função. Vejam exercícios simples e que não gerem risco de lesões, principalmente em pessoas que já têm predisposição”, orientou o professor.

Para tal, Fábio Monteiro indicou o site https://interfisio.com.br/ginastica-laboral/ e o canal Fisioprev, no link https://www.youtube.com/channel/UCD9Sbq0xN8eE2xcYhTkyh-g.

O professor também deixou algumas dicas:

  • Encontre um lugar ventilado e utilize uma roupa confortável;
  • Ponha uma música de fundo, uma trilha sonora para relaxar;
  • Mantenha todos os exercícios por 20 segundos ou 10 repetições;
  • As sessões devem durar, no máximo, entre 10 e 15 minutos;
  • Faça de forma breve, respeitando o seu limite;
  • Mantenha uma garrafinha de água ao lado da estação de estudo/trabalho para se hidratar. Tome pelo menos dois litros de água ao longo desse período;
  • Faça pausas durante a jornada de trabalho ou estudo;
  • Levante-se a cada meia hora. Vá ao banheiro. Fique pelo menos de ponta de pé e desça. Esse é um exercício metabólico simples e evita que a perna fique inchada e doa.
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