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Gestão de Pessoas acompanha ritmo da tecnologia para enfrentar pandemia

Discussão promovida pela Live Tiradentes trouxe mudanças nos perfis de contratação e importância da gestão de pessoas

às 20h29
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As organizações vivem um momento de reinvenção com a pandemia, fator que requer novas habilidades e um novo olhar por parte das lideranças. Com isso, a Live Tiradentes da última quarta-feira (01) abordou o tema ‘A Gestão de Pessoas e os Desafios da Pandemia’ com as participações de Dario Arcanjo, reitor do Centro Universitário Tiradentes (Unit/AL), e Polyana Barbosa, gestora do Unit Carreiras.

A discussão foi mediada por Marco André, gestor do Unit Biz (Business Center), que ressaltou o cenário da gestão de pessoas e da sociedade antes da pandemia que ajudaram a ditar o ritmo das mudanças atuais.

“As mudanças estavam acontecendo de forma rápida, vivendo a realidade da indústria 4.0, mudando tudo no mundo, as conexões, a velocidade do avanço das novas tecnologias e a própria gestão de pessoas 4.0. Os profissionais e gestores já estavam procurando a acompanhar as inovações, buscando um tipo de relação diferente nas empresas, enquanto a automação vinha fazendo uma série de transformações nas instituições”, frisou Marco André.

Polyana Barbosa, que também é psicóloga, relações públicas e coach de carreiras, destacou o perfil do profissional buscado no mercado antes e depois da pandemia. Segundo ela, se antes o perfil mais demandado era aquele que procurava se reinventar sempre e que tivesse várias habilidades, com a pandemia ele se tornou mais evidente.

“Antes da pandemia o mercado estava começando a se aquecer, as vagas estavam surgindo, e a gente percebeu isso dentro do próprio Unit Carreiras, já que as contratações de estagiários aumentaram. Eu dizia aos alunos da Unit e clientes que o perfil mais procurado seria o perfil de um especialista, profissionais com diferenciais e com muita capacitação”, pontuou.

Ela também enfatizou que, para aproximar os alunos da realidade do mercado, a Unit Carreiras realiza ao longo do ano várias ações como eventos, encontros e oficinas, mostrando desde como montar um currículo a como se comportar em uma entrevista e até investir no autoconhecimento.

Já o reitor Dario Arcanjo, ele próprio mestre em Gestão de Pessoas, lembrou que as pessoas representam o eixo principal da Unit/AL e assim deve ser para qualquer empresa. “Para oferecer o nosso serviço da melhor forma aos alunos, clientes e sociedade é preciso que as pessoas sejam cada vez mais valorizadas e reconhecidas. Fazer esse reconhecimento é um dos principais objetivos da Unit/AL hoje. A nossa instituição sem as pessoas não é nada. Fui ao nosso campus esses dias e vi o quanto é triste vê-lo vazio. Faltava sua essência, que são as pessoas”, afirmou.

Ainda segundo o reitor, as empresas devem promover ações para que os colaboradores se sintam reconhecidos quanto sua contribuição individual na oferta dos serviços aos clientes.

“Antes da pandemia, desde sempre, buscamos estabelecer um clima organizacional adequado, com uma boa interatividade e apoio incondicional a todos que fazem parte do nosso time. Oferecer um ambiente salutar e confortável física e emocionalmente é fundamental para que todos possam desenvolver suas atividades acadêmicas”, pontuou.

Impacto da pandemia na gestão de pessoas

Segundo Polyana Barbosa, a pandemia fez com que todos tivessem que estimular novas habilidades como competências comportamentais e técnicas, agregando valor ao que já era feito, buscando ter um ótimo currículo, empatia, flexibilidade e proatividade.

“Está sendo um desafio para empresas, estudantes, colaboradores e para quem está desempregado. Quem já estava se preparando para utilizar mais a tecnologia, está enfrentando melhor o desafio do home-office, das aulas virtuais e acesso remoto aos sistemas”, concluiu.

Dario Arcanjo também falou sobre o distanciamento social e o quanto ele pode influenciar nas relações, inclusive na própria Unit.

“O contato mudou do dia para a noite com a pandemia. Passamos para o home-office, campus esvaziado, distanciamento físico dos nossos colegas e alunos, perdemos a oportunidade do bate-papo na área de convivência. O distanciamento físico não pode comprometer as relações sociais. Se não tivermos isso, estaremos prejudicando as pessoas que precisam dos nossos serviços”, finalizou.

Por João Paulo Macena – Algo Mais Consultoria e Assessoria

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