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Estudantes de Medicina realizam visita técnica à comunidade quilombola

O objetivo da aula de campo foi de romper o distanciamento entre a população e os discentes

às 13h40
No primeiro sábado do mês de abril, alunos do segundo período do curso de Medicina do Centro Universitário Tiradentes – Unit –, realizaram uma visita à comunidade Quilombola Ribeira em Jacaré dos Homens, interior de Alagoas. A atividade teve como objetivo complementar o conteúdo ministrado na disciplina Análise Social e das Relações Étnico-raciais. Mais de 60 alunos participaram da visitação que foi promovida pelos professores Albani Barros, Pedro Simonard e Theresa Siqueira.
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“Esta atividade permitiu que os alunos entrassem em contato com um pouco da realidade de uma comunidade tradicional de maneira a contribuir para tentar romper um certo distanciamento que pode ser percebido hoje em dia entre o profissional médico, em sua grande maioria oriundos dos segmentos de classe mais abastado, e as camadas populares da população brasileira”, explica Simonard.

O professor diz que a intenção é desenvolver outras atividades como esta, onde os alunos possam ter contato com populações tradicionais de Alagoas. “Os estudantes aplicaram um questionário, que busca mapear a qualidade de vida dos entrevistados. Posteriormente, após a análise dos dados coletados por este questionário, foi realizado uma espécie de mapeamento da qualidade de vida desta população, que será entregue à associação quilombola e à Secretaria de Saúde de Jacaré dos Homens, para que este mapeamento possa contribuir para a elaboração de ações de saúde junto à população deste quilombo”, conta.

Segundo a estudante Camila Prado, a visita proporcionou conhecer outra realidade do SUS, onde os pacientes não possuem quase nenhuma assistência médica.

“Eles tem um posto de saúde que se encontra fechado na maior parte do tempo, não tem equipe medica, só tem uma técnica de enfermagem que só realiza o aferimento da pressão. Assim que entrevistei os quilombolas, pude perceber o quanto tudo isso influencia na qualidade de vida daquela comunidade e comecei a olhar com os outros olhos essa realidade e a aprender um pouco mais sobre a saúde coletiva”, diz a aluna.

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