V E S T I B U L A R UNIT
MENU

Estudantes de Mecatrônica desenvolvem dispositivo que promove a acessibilidade

A pulseira criada é uma maneira simples e eficaz de inserir deficientes auditivos no sistema atual de alarmes de incêndio

às 11h47
A acessibilidade para portadores de necessidades específicas ainda é um desafio para a sociedade brasileira. Essa parcela da população ainda enfrenta dificuldades para conseguir realizar atividades em seu cotidiano. Pensando nisso, os estudantes Edmilson do Nascimento, Eduardo Cavalcante Silva e Lavínia da Rocha, sob orientação do prof. Ricardo Zaninelli, desenvolveram um projeto que foi premiado e que agora segue em fase de pré-encubação.
Professor Ricardo ao lado dos alunos responsáveis pela elaboração do projeto
Professor Ricardo ao lado dos alunos responsáveis pela elaboração do projeto
Compartilhe:

Segundo o Censo de 2010 realizado pelo IBGE, 9,7 milhões de pessoas têm deficiência auditiva. Desses, 2.147.366 milhões apresenta deficiência auditiva severa, situação em que há uma perda entre 70 e 90 decibéis (dB). Cerca de um milhão são jovens até 19 anos. O objetivo da criação é que ela seja integrada com o sistema atual de incêndio, sendo capaz de vibrar e sinalizar para pessoas com deficiência auditiva com o intuito que eles evacuem o local imediatamente. A expectativa é que o dispositivo atinja a máxima segurança dentro de qualquer ambiente, público ou privado. Ainda está sendo estudado um protótipo eficiente.

Segundo o prof. Ricardo Zaninelli, tudo começou quando foi pedido que a turma do terceiro período matutino fizesse algum circuito simples para apresentar em classe. “Com isso pesquisamos vários e decidimos fazer algo com a função de vibrar. A princípio não trabalhamos esse circuito por falta de alguns componentes, então resolvemos fazer outro, mas a ideia não foi deixada de lado, pois ainda achávamos que faltava algo”, diz o professor.

Nesse período, o coordenador Agnaldo Cardozo havia levado alguns dos representantes do “Programa em Ação” para divulgar o projeto, e a visita despertou o interesse dos alunos em participar. Após a inscrição apenas 10 projetos de todo o estado iriam ser selecionados para a segunda etapa, e o grupo foi um dos selecionados para a segunda etapa. Nessa fase, eles teriam que apresentar um pitch de no máximo três minutos na Feira de Empreendedorismo de Alagoas no ano passado. Eles conseguiram mostrar a ideia em 1 minuto e 30 segundos, deixando bem claro e objetivo o problema e a solução, e ficaram na terceira colocação. Como prêmio, foi concedido um ano de incubação, apoio para desenvolvimento do projeto, da empresa e mais alguns brindes. Os alunos pretendem patentear a proposta para seguir com o projeto.

Compartilhe: