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Estudantes de Arquitetura pintam buracos nas vias para cobrar recapeamento

Projeto "As Cores Mudam" já conseguiu tapar 90% deles

às 21h45
De uma maneira prática e barata, os alunos Henrique Acioli, Isabella Melo, Ana Alice Mello, Jenifer Teloli e Ana Carolina Albuquerque, conseguiram chamar atenção da prefeitura para um transtorno recorrente nas ruas da cidade. 22 buracos foram pintados e o primeiro retorno positivo surgiu em menos de 48h depois, até que em pouco tempo, 90% dos problemas sinalizados foram resolvidos.
Da esq. para dir. Jenifer Teloli, Henrique Acioli, Isabella Melo, Ana Alice Mello e Ana Carolina Albuquerque
Da esq. para dir. Jenifer Teloli, Henrique Acioli, Isabella Melo, Ana Alice Mello e Ana Carolina Albuquerque
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A iniciativa surgiu depois de cursarem a disciplina “Práticas de Arquitetura e Urbanismo I”, com o professor Renan Durval. Ele propôs como atividade que os docentes fizessem um mapa do percurso feito diariamente até a faculdade, e que nesse caminho, encontrassem problemáticas e potencialidades. Em seguida, os estudantes deveriam criar um projeto de intervenção na cidade com foco na problemática observada.

Segundo Isabella Melo, os buracos foram uma reclamação unânime no grupo. Então, surgiu a ideia de pintar em volta deles desenhos com cores chamativas para evidenciar a situação aos órgãos públicos responsáveis pelas vias de Maceió. “É um problema que afeta não só nós, mas também motoristas, pedestres, comerciantes, a população em geral”, diz.

As ruas Bancário Rady Gusmão do Nascimento e Nelson Azevedo de Souza, contempladas pelo projeto, foram todas da parte baixa da cidade, assim como as avenidas José Sampaio Luz, Sandoval Arroxelas, Doutor Antônio Gomes de Barros (antiga Avenida Amélia Rosa) e Álvaro Calheiros. Para executar a proposta, eles investiram somente R$20,00 na compra de cal e corante, mas tiveram problemas com a chuva. “Saímos no primeiro dia para pintar, por volta das 23hrs – sempre tarde da noite por conta do fluxo de carros nas ruas –, quando tiramos os materiais para a primeira pintura, começou a chover e tivemos que adiar. Também em um dos últimos dias, quando já estávamos terminando o desenho, começou a chover”, conta Isabella.

Todos do grupo agradeceram muito o apoio da imprensa e a interação dos seguidores no instagram, que ajudaram para dar tudo certo. “Quando gravamos para TV Gazeta de noite, na tarde do outro dia já tinham tapado, então a mídia foi essencial para que nosso objetivo fosse alcançado”, reconhece a aluna.

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