MENU

Endorfina desencadeia efeitos benéficos para a saúde física e mental

Hormônio vem da prática de exercício e atividade física, que pode ser prazerosa, mas, se feita de forma incorreta, pode causar lesões graves

às 23h01
A execução de exercícios e atividades físicas requerem a orientação do profissional de educação física para evitar lesões (Unaplash)
A execução de exercícios e atividades físicas requerem a orientação do profissional de educação física para evitar lesões (Unaplash)
Compartilhe:

Algumas pessoas podem se viciar na prática de esportes, tanto que sua ausência, por vezes, causa sintomas semelhantes à abstinência causada por algumas drogas. Isso ocorre por conta da endorfina, também conhecida como “droga da felicidade”, segundo a escritora Jack Lawson. 

A endorfina é um dos hormônios que leva ao alívio de tensões musculares, promove o controle da dor e é responsável por fazer com que a experiência da atividade física se torne mais prazerosa. Quem pratica exercícios com regularidade garante a produção contínua da substância. O ‘hormônio do prazer’, liberado com a prática de atividades físicas, ajuda a combater questões emocionais, como a ansiedade e a depressão, e desencadear sensações agradáveis de felicidade e de alegria.

Os benefícios da atividade física são resumidos pelo famoso provérbio latino Mens sana in corpore sano (“mente sã em um corpo saudável”), atribuído ao poeta romano Juvenal e comprovado cientificamente ao longo dos séculos. Ela não é benéfica somente à saúde física, mas também à mental, pois melhora a cognição, produz novas células cerebrais e aumenta a capacidade de memória em até dois anos, além de rejuvenescer o cérebro. 

Embora soe parecido, a atividade física consiste em qualquer movimento do corpo que consome energia e exige um gasto de energia superior ao que o corpo consome em estado de repouso. Já o exercício físico é a atividade física planejada, estruturada e repetitiva que objetiva melhorar a aptidão física. Mas atenção: as duas modalidades devem ser praticadas de maneira correta, com orientação de um profissional de Educação Física, para evitar qualquer tipo de lesão ou reação adversa. 

“A OMS [Organização Mundial de Saúde] já orientou sobre a frequência e a intensidade adequadas de exercícios, que variam de acordo com a idade de cada pessoa para não extrapolar. Nessa hora entra o profissional educador físico ou mesmo um fisioterapeuta que irá orientar de modo a evitar quaisquer prejuízos à sua saúde, desde lesões musculares até problemas graves da coluna”, orienta o professor Fábio Monteiro, fisioterapeuta e preceptor de estágio do curso de Fisioterapia do Centro Universitário Tiradentes (Unit Alagoas).

Quanto tempo de exercício?

As recomendações da OMS, citadas pelo professor, apontam que os adultos entre 18 e 65 anos, incluindo os que têm doenças crônicas ou limitações, devem executar de 150 a 300 minutos de atividade física de intensidade moderada, ou de 75 a 150 minutos de atividade física aeróbica de intensidade vigorosa. Isso inclui atividades de fortalecimento que envolvam todos os principais grupos musculares em intensidade moderada ou alta pelo menos dois dias da semana. 

Já os idosos, maiores de 65 anos, devem realizar atividades físicas com múltiplos componentes, que enfatizem o equilíbrio funcional, e um treinamento de força em 3 ou mais dias da semana, com o objetivo de aumentar a capacidade funcional e prevenir quedas. As crianças e adolescentes, entre cinco e 17 anos, incluindo aqueles com algum tipo de incapacidade, devem ter ao menos 60 minutos por dia de atividade física, em média, com intensidade moderada a vigorosa. E as gestantes ou puérperas (em estado após parto) podem fazer ao menos 150 minutos de atividade física de intensidade moderada por semana, com práticas aeróbicas e de fortalecimento muscular. 

Asscom | Grupo Tiradentes

Compartilhe: