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Endometriose: demora no diagnóstico pode causar crises graves de dor

Nos últimos dias, assuntos sobre endometriose passaram a ser comentado por conta de relatos da cantora e empresária Anitta

às 19h32
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Endometriose é uma doença ginecológica que acomete uma em cada dez mulheres no Brasil. Embora seja uma situação que pareça comum, a demora no diagnóstico e desconhecimento acerca do assunto, pode fazer com que as mulheres convivam com crises graves de cólicas e dores por anos.

Nas últimas semanas o assunto voltou a ser discutido por um relato da cantora Anitta que foi diagnosticada e precisou passar por uma cirurgia. Mas afinal, o que é a endometriose? 

O útero tem como revestimento uma mucosa interna chamada endométrio, que, ao final de cada ciclo menstrual, deve ser expelida por meio da menstruação. Modificando a funcionalidade normal do organismo, a endometriose ocorre quando as células do endométrio, que deveriam ser expelidas, caem nos ovários ou cavidade abdominal, permanecendo no corpo humano. 

Segundo a médica ginecologista e professora do Centro Universitário Tiradentes (Unit/AL) Silvia Mara Gomes, a endometriose se trata de uma inflamação de células do tecido que reveste a parte interna do útero, também chamado de endométrio. Ela diz que entre as causas para essa doença estão o simples fato de menstruar e a cesariana.

“A dor menstrual deve ser investigada. Fortes cólicas podem indicar, além de endometriose, cisto do ovário, mioma e câncer do colo do útero. Toda mulher deve ir ao ginecologista pelo menos uma vez por ano. A consulta ginecológica visa a prevenção de uma série de doenças”, afirma.

A endometriose pode ocorrer de forma assintomática ou apresentar sintomas como: cólica menstrual, que pode se intensificar conforme a doença evolui; dores durante as relações sexuais; sangramento intestinal ou urinário durante o ciclo menstrual; infertilidade. 

A doença pode ser diagnosticada com exames laboratoriais e de imagens, mas para ter a certeza, é necessário uma biópsia. “Para a endometriose, temos tratamentos com medicamentos à base de hormônios e o cirúrgico nos casos mais grandes, onde o medicamento não fez efeito. O uso de anti-inflamatórios e exercícios físicos sempre ajudam. Já as compressas, ajudam mais em casos de dismenorreia primária (cólica menstrual) nas adolescentes, por exemplo”, frisou a médica ao reforçar que a endometriose pode ser controlada e que a paciente pode conseguir bem-estar através do acompanhamento médico.

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