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Egressos ganham o 1º lugar no 28º Prêmio Braskem de Jornalismo

O trabalho contemplado foi uma série de reportagens cinematográficas sobre a realidade de travestis e transexuais

às 20h06
Na 28ª edição do prêmio, realizado no último sábado (18), os ex-alunos Antônio Carlos Souto, Willane Nepomuceno e Géssyca Strelciunas levaram para casa o troféu Jornalista Freitas Neto (Estudante) 2017 pela série “Comum de Dois: conceitos e realidade de travestis e transexuais”. O trabalho foi o TCC do grupo, lapidado para concorrer ao prêmio.
Os alunos Géssyca Strelciunas, Antônio Carlos Souto e Willane Nepomuceno
Os alunos Géssyca Strelciunas, Antônio Carlos Souto e Willane Nepomuceno
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Para todos os integrantes, essa foi a primeira conquista em um prêmio de Jornalismo. Eles acreditam o que diferencial do trabalho vencedor é a temática que é pouco abordada aqui no estado e o fato de terem explorado vários ângulos dentro do tema, como o conceito, a descoberta, até a questão do preconceito, prostitução que grande parte delas vive. Como também, o assunto que ainda é tabu, foi tratado de maneira séria.

“Torci muito pela vitória. O prêmio é consequência do nosso esforço e dedicação. Não foi fácil, mas colher esses frutos é muito prazeroso, até porque estou vivendo um momento muito delicado – perdi recentemente minha avó materna – e esse reconhecimento foi um impulso pra continuar de pé”, afirma Willane.

Segundo Antônio, a ideia da surgiu da curiosidade, enquanto passava pela praia da avenida. “Eu queria um tema polêmico e que não fosse tão abordado. Eu também queria entender o que era travesti, transexual e utilizar todo esse peso social que a pauta tinha para produzir um material”, diz o jornalista. Na época, ainda não tinha lançado a novela global que deixou o tema um pouco mais familiar para as pessoas.

Junto com a colega Willane, eles foram aperfeiçoando, buscando trazer ângulos novos já que o tema não era algo inédito. Foram vários dias de apuração, gravação e edição. Além disso, por se tratar de uma minoria social, a conquistar a confiança dessas mulheres foi um desafio para o grupo.

“Elas são tão maltratadas e geralmente há um tom tão cômico nas reportagens, que muitas delas não quiseram dar entrevista. Então, nós entramos em contato com a Presidente da ACTTRANS, Natascha Wonderfull, e a partir daí foi que ela começou a fazer o primeiro contato por nós, e explicar o que era o projeto a elas. Ainda assim, muitas disseram não”, conta Antônio.

A experiência também serviu de grande aprendizado ao trio, que acabou levantando e defendendo a bandeira dessa causa. “As travestis e transexuais merecem muito respeito e reconhecimento, é uma luta de anos que ainda não terminou. Espero que possamos abrir várias portas com esse nosso trabalho, para nós e principalmente pra elas. Hoje, me sinto munida de conteúdo para poder debater esse assunto, que é tão delicado, mas que merece exposição”, diz Willane.

O material pode ser assistido no laboratório convergente do curso de Jornalismo do Centro Universitário Tiradentes (UNIT/AL).

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