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Desenho universal: uma tecnologia criada para unir pessoas

O conceito se desenvolveu entre os profissionais da área de arquitetura; objetivo é permitir que objetos sejam usados por todos, sem qualquer impedimento

às 20h25
O desenho universal defende um mundo de acessos universais, sem segregações,n para todos os usuários (Reprodução/Guiaderodas)
O desenho universal defende um mundo de acessos universais, sem segregações,n para todos os usuários (Reprodução/Guiaderodas)
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Criado por uma pessoa com deficiência, o Desenho Universal não é uma tecnologia direcionada exclusivamente para esse público, mas existe justamente para unir todas as pessoas. Sua capacidade de transformação alcança aspectos diversos, desde a infraestrutura urbana, com seus prédios públicos e casas, até produtos do cotidiano de qualquer um que viva em sociedade. Mas do que isso se trata?

O conceito de Desenho Universal começou a ser originado em 1963, nos Estados Unidos, com a comissão Barrier Free Design (design livre de barreira), que tinha por objetivo discutir desenhos de equipamentos, edifícios e áreas urbanas adequados à utilização por pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida. Posteriormente, esse conceito se aprofundou e se espalhou pelo mundo, inovando no desenvolvimento de produtos, serviços e ambientes de usos comum à todos

Mudança de percepção

O arquiteto norte-americano Ronald Mace, mais conhecido como Ron, era cadeirante e usava respirador artificial. Ele foi o criador da terminologia Universal Design em 1985, propondo uma mudança de percepção para aproximar projetos de uma utilização universal, ou seja, por todas as pessoas, independentemente de sua locomoção, altura ou tipo de corpo, de forma que elas possam utilizá-lo em impedimentos. 

Assim, entre os profissionais da área de Arquitetura, a ideia se ampliou e se propagou pelo mundo. Um grupo de profissionais da North Carolina State University, nos EUA, desenvolveu junto com Ron os sete princípios do desenho universal, adotados internacionalmente: igualitário, adaptável, óbvio, conhecido, seguro, sem esforço e abrangente. 

A Organização das Nações Unidas (ONU) promoveu no mundo o debate desta temática com o Ano Internacional de Atenção às Pessoas com Deficiência, em 1981. Após isso, o conceito do Desenho Universal ganhou peso também no Brasil.

Produtos e ambientes 

Possibilitar a utilização com autonomia e segurança dos diversos lugares, produtos e objetos sem que eles tenham sido projetados de forma adaptada ou “especial” somente para alguns. Essa é a ideia base. Atualmente, ao se falar em Desenho Universal entende-se como sinônimo de acessibilidade, mas o conceito vai além da ideia de inclusão das pessoas com deficiência, já amplamente discutida na sociedade.

O desenho universal defende um mundo de acessos universais, sem segregações, alcançando uma escala extensa de habilidades individuais e sensoriais. E quanto aos usuários, são considerados todos, incluindo idosos, obesos, grávidas, mães com bebês, pessoas com mobilidade reduzida, crianças e também pessoas com deficiência. 

Alguns exemplos práticos da aplicação estão no nosso dia a dia, como as portas que se abrem com sensor de presença, dispensando o uso das mãos para forçá-las; tesoura que se adapta igualmente a destros e canhotos; torneiras tipo alavanca, que minimiza o esforço de torção; poltronas para obesos em cinemas e meios de transportes, entre tantos outros que abrangem toda a diversidade humana.

Asscom | Grupo Tiradentes

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