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Coronavírus: pacientes internados correm risco de sofrer lesão por pressão

Tema da última Live Tiradentes, tipo de lesão está associado ao tempo de hospitalização dos pacientes

às 16h54
Assista a Live no canal da Unit AL no Youtube
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Apresentando novidades e conscientizando profissionais e acadêmicos sobre lesões por pressão, aquelas que geralmente surgem em pessoas acamadas por muito tempo, a Live Tiradentes promoveu, na última segunda-feira (15), um bate-papo com o tema ‘Atualizações sobre lesões por pressão e sua importância em tempos de pandemia’.

Com a pandemia do novo coronavírus, as lesões por pressão se tornam ainda mais evidentes, visto que o tempo de hospitalização de pacientes graves, críticos e em cuidados de UTI não tem sido curto. “Esse vírus mexe com a oxigenação sistêmica do paciente. Se tem uma coisa que as feridas, de forma geral e lesões por pressão precisam, é de oxigênio e circulação. A pele precisa disso para cicatrizar em casos de lesões desse tipo. Dependendo da extensão do dano, esse problema deixa marcas físicas e na alma”, pontuou Aldrya Pedrosa, docente do Centro Universitário Tiradentes (Unit/AL).

Mestra em Ensino na Saúde e enfermeira responsável técnica da Estomavida, assistência especializada em Estomaterapia, Aldrya iniciou a live abordando o protocolo mais utilizado no mundo envolvendo esse tipo de lesão, feito pela organização norte-americana National Pressure Injury Advisory Panel (NPIAP), em português, Painel Consultivo Nacional de Lesões Por Pressão.

Em seguida, a professora aprofundou o conceito de lesão por pressão. “É um dano causado na pele e nos tecidos moles, geralmente sobre uma proeminência óssea. Ela é resultado de intensa pressão prolongada, fricção ou cisalhamento, sendo dividida e classificada por estágios, segundo a extensão do dano”, frisou Aldrya Pedrosa.

As lesões sobre pressão são classificadas em: estágio 1, com a pele íntegra (presença de eritema que não embranquece e mudanças na sensibilidade, temperatura e consistências; estágio 2, com a exposição da derme e coloração rosa, vermelha, úmida ou como uma bolha intacta ou rompida; estágio 3, com a perda de pele em sua espessura total, gordura, esfacelo ou escara visíveis e variação da profundidade, podendo ocorrer deslocamentos e túneis; estágio 4, com a exposição da fáscia, músculo, tendão, ligamento, cartilagem ou osso e comprometimento de todas as estruturas da pele.

As atualizações das lesões sobre pressão ainda destacam que elas também podem ser divididas entre as não-classificáveis, tissular profunda e adicionais, envolvendo pacientes e profissionais da saúde.

Fatores de risco e prevenção

Aldrya Pedrosa também listou alguns fatores de risco relacionados às lesões por pressão, entre eles: intensidade e duração da pressão; perda de sensibilidade; diminuição da força muscular; umidade da pele; tolerância dos tecidos para suportarem a pressão; diminuição da mobilidade; incontinência (urinária ou diarreia); febre alta; anemia; desnutrição proteica; tabagismo e idade avançada.

Para prevenir esse tipo de lesão, é preciso realizar uma avaliação de risco, ter cuidados com a pele e nutrição do paciente, ter alternância de decúbito e oferecer superfícies de apoio. Para assistir a live completa, basta acessar o link: https://www.youtube.com/watch?v=5mS-xyQEl08.

Por João Paulo Macena – Algo Mais Consultoria e Assessoria

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