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Conversa de Jornalista debate fotojornalismo e Jornalismo Colaborativo

Mesa redonda reuniu fotojornalistas alagoanos renomados como Pei Fon, Itawi Albuquerque e Ailton Cruz

às 20h07
Com o tema “Conecte-se”, a 5º edição do evento Conversa de Jornalista teve início nesta segunda-feira e reuniu estudantes, profissionais e professores no Centro Universitário Tiradentes - Unit para troca de conhecimentos. O primeiro painel da noite abordou “O novo posicionamento do Fotojornalismo” e contou com a presença de grandes nomes do fotojornalismo em Alagoas. Pei Fon, Itawi Albuquerque e Ailton Cruz fizeram parte da mesa redonda que foi mediada pelo jornalista Beto Macário.
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Referência no fotojornalismo alagoano, Ailton Cruz, destacou a importância das redes sociais como ferramenta de trabalho, apesar de reconhecer não ser um usuário assíduo das plataformas digitais. A dificuldade em ser um profissional de fotojornalismo em meio à pressão do imediatismo característico das redes sociais também foi um dos pontos discutidos no encontro.

Entrando nas questões relacionadas aos créditos na divulgação das fotografias, Pei Fon e Itawi Albuquerque ressaltaram as vantagens das redes sociais e de que forma utilizá-las como um aliado no seu trabalho, já que representam uma maneira de reconhecimento ao profissional que muitas vezes não é respeitado. “Às vezes a fotografia roda o mundo e as pessoas não sabem quem é o responsável por ela”, lembra Itawi.

A relação entre boa técnica e o investimento em equipamentos mais adequados foi um dos principais pontos de discussão ao longo de encontro. Para os convidados, apesar do investimento necessário em materiais mais avançados, a qualidade do profissional não é medida pelo equipamento, mas sim pelo seu “feeling”. Portanto, a capacidade de entender a fotografia é essencial no processo de construção profissional, ou seja, não adianta ter o melhor equipamento do mercado e não saber usá-lo corretamente.

Quando questionados sobre a concorrência gerada pelos smartphones e pela crise no fojornalismo, Ailton Cruz disse que não enxerga uma crise no mercado dos fotojornalistas e sim, um mercado dinâmico e exigente. Itawi Albuquerque concordou com Ailton e ainda complementou: “Um smartphone nunca substituirá um bom profissional”.

Jornalismo Colaborativo

Com o auditório lotado e um público ansioso por sua palestra, o editor digital do Jornal Extra (RJ), Fábio Gusmão, encerrou a noite com a apresentação da palestra “WhatsApp e Jornalismo Colaborativo”. Durante o encontro, os participantes puderem conhecer como as novas plataformas de comunicação atuam mediante o jornalismo atual.

O profissional, que possui 20 anos de experiência de mercado, explicou como uma ferramenta social de uso tão comum – o WhatsApp – poderia ajudar os jornalistas com informação direta e instantânea. A partir de um estudo, Fábio decidiu implementar a plataforma no Jornal Extra do Rio de Janeiro para que assim pessoas do Brasil (e do mundo!) pudessem enviar e compartilhar fatos que estariam acontecendo em suas regiões. Afinal, “o WhatsApp não é um simples mensageiro, mas sim uma rede social”, explica o editor.

Apesar de parecer complicado, Gusmão mostrou como a plataforma é efetiva. As pessoas se envolvem com os acontecimentos e querem ajudar a denunciar irregularidades e fatos que ocorrem ao seu redor, que muitas vezes passam despercebidos entre a sociedade.

Coisas boas acontecem

O tipógrafo e design Phelipe Wanderley, criador do projeto “coisas boas acontecem”, foi o segundo convidado da quinta edição do evento Conversa de jornalista. Incomodado com a objetificação da felicidade nas redes sociais e a forma como a internet estava cheia de notícias negativas, há cerca de um ano Phelipe resolveu inspirar as pessoas espalhando notícias positivas. Assim, nascia o projeto “Coisas boas acontecem” com a missão de fazer a diferença na sociedade por meio da ativação da autoestima nas pessoas e a imponderação da mulher, incentivando o feminismo.

Apesar de não ter uma base teórica da faculdade, Phelipe contou que o interesse em aprender coisas novas sempre foi um grande aliado ao longo dos seus trabalhos. Autodidata, o tipógrafo teve como inspiração grandes designs estrangeiros e brasileiros e hoje sabe programar, criar layouts, pintar à mão, o que fez com que sua carreira desse certo.

Morando em São Paulo há cinco anos, Phelipe acredita que para o mercado alagoano crescer é necessário que as pessoas acreditem nas suas ideias e as levem à diante.  “Maceió é a cidade das coisas novas, tudo que abre dá certo, então precisa que as pessoas se levantem e botem as ideias pra frente e contratem boas agencias de publicidade”, destaca. “A vida não é uma competição, não tente ser melhor do que ninguém, apenas melhor que você

Texto especial produzido pelos alunos Bruno Fernandes, Joyce Oliveira e Yasmin Assis.

Confira as fotos aqui. 

 

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