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Como aumentar a imunidade com a alimentação?

A nutricionista Danielle Alice Vieira da Silva destaca algumas recomendações para este período de “quarentena” da população

às 17h48
Cuidados com a alimentação é importante nesse período
Cuidados com a alimentação é importante nesse período
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Nunca se falou tanto sobre o sistema imunológico como nos dias atuais. Os cientistas têm buscado incessantemente resultados positivos para a cura do novo Coronavírus, o COVID-19 e a população, de forma geral, procura uma forma de prevenção. Por isso, a preocupação com a alimentação vem ganhando destaque.  

Mas, será que existe alguma fórmula pronta para aumentar a imunidade? Em meio a tantas discussões nas Redes Sociais, apareceram as terapias milagrosas no campo da Nutrição. Misturas de chás, shots, sucos e superalimentos capazes de prevenir e até combater o Coronavírus. Mas, será que eles realmente funcionam? 

O Conselho Federal de Nutricionistas logo tratou de esclarecer alguns pontos sobre essas terapias. “Não existem protocolos técnicos nem evidências científicas que sustentem alegações milagrosas. A alimentação saudável depende de uma diversidade alimentar, não de supostos superalimentos isolados, e deve ser adequada a cada indivíduo”, disse a nota oficial do CFN.  

“Uma alimentação rica em micronutrientes (minerais e vitaminas) associada a substâncias bioativas (não nutrientes) presentes em alimentos que possuem atividade de redução do risco de doenças, se utilizados de forma habitual, podem condicionar um sistema imunológico mais eficiente, com menor risco de doenças. ”, reitera a nota.  

Mas, e agora? Quais hábitos alimentares a população deve manter ou adotar para melhorar a imunidade?  “O nosso sistema imune corresponde a um complexo grupo de reações e mecanismos celulares que combatem corpos estranhos, todavia para seu bom funcionamento a literatura já evidência que o status de diversos micronutrientes (vitaminas e minerais) precisa está adequado. Lembrando que essa prática precisa ser continua, então de nada adianta aumentar o consumo de alimentos ricos em compostos bioativos, vitaminas e minerais apenas em um dia. Constância é o segredo”, declara Danielle Alice, Mestre em Nutrição Humana e docente do curso de Nutrição da Unit em Alagoas.  

Confira algumas recomendações do nutricionista para este período de “quarentena” e garantir o fortalecimento do sistema imunológico.    

1. Faça de alimentos in natura a base da sua dieta. Frutas, vegetais, cereais, oleaginosas.   

2. Evite alimentos ultraprocessados: salgadinhos prontos para consumo, embutidos (salsisha, presunto, linguiça), macarrão instantâneo, biscoitos, etc.   

3. Mantenha o consumo diário de 35-40 ml de água por cada kg que você pesa, isso contribuirá para uma adequada hidratação;   

4. Fiquem atentos as fakes news, não caiam no conto das porções milagrosas: shots, misturas e condutas sem embasamento cientifico, mas que prometem lhe blindar de possíveis infecções;   

5. Certifique-se de higienizar adequadamente os alimentos e as mãos;   

6. Procure um nutricionista, sobretudo se você fizer parte do grupo de risco. O Conselho Federal da categoria liberou as consultas online durante esse período de pandemia.   

7. É importante registrar também que recentemente a Sociedade Internacional de Imunologia emitiu posicionamento onde ressalta a importância de aumentar a oferta de alguns micronutrientes nos idosos: Vitamina C : 200 mg a 2g ao dia (alimentos : frutas cítricas-limão, laranja, kiwi, acerola, folhosos, pimentão); Vitamina E : 134 mg – 800 mg ao dia (alimentos : castanhas, sementes, amendoim, espinafre, brócolis ); Vitamina D: 10-100 microgramas ao dia (alimentos: leites enriquecidos, ovo, fígado, sardinha, cogumelos), sobretudo para quem apresenta deficiência constatada por exame; Zinco: 30 mg ao dia (alimentos: carnes bovinas, carnes suínas, sementes). 

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