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Cine Psi apresenta o filme A Garota Dinamarquesa


às 11h30
O Centro Universitário Tiradentes – Unit por meio do curso de Psicologia realiza mais uma edição do projeto Cine Psi e desta vez o filme escolhido é “A Garota Dinamarquesa”. O evento acontece no auditório II, no dia 28, às 8h30 e é voltado para alunos e profissionais da área.
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O Cine Psi é uma articulação entre cinema e psicanálise, ele é um projeto de extensão do Unit, que tem como objetivo geral possibilitar um espaço de discussão e articulação entre cinema e psicanálise, no sentido de explorar diferentes maneiras de pensar suas relações. Segundo Dunker e Rodrigues (2012) o cinema é uma obra extremamente coletiva. Sua linguagem é elaborada de forma a nomear a gramática do sofrimento social, construindo narrativas sobre os sintomas contemporâneos. Com o nascimento em uma mesma época, cinema e psicanálise respondem as exigências sociais e culturais de formas semelhantes: como modos de uso e construção de linguagem.

As inscrições podem ser feitas pelo aqui e possuem o investimento de um kit de higiene bucal, escova e pasta dental.

Comentaristas

Cleyton Sidney de Andrade que é Psicólogo e psicanalista. Professor do Instituto de Psicologia da Universidade Federal de Alagoas. Faz parte do Laboratório de Pesquisa em Psicanálise da Universidade Federal de Alagoas. Integrante dos grupos de pesquisa do CNPQ – Psicanálise, clínica e contemporaneidade, e Epistemologia e Ciência Psicológica. Coordenador do Serviço de Psicologia Aplicada do Instituto de Psicologia da UFAL. Leciona as disciplinas de Psicopatologia Geral e Teorias e Sistemas Psicológicos II, supervisiona estágio clínico, orienta trabalho de conclusão de curso, exercendo também atividades de extensão. Doutorado em Psicologia pela UFMG, área de concentração: Estudos Psicanalíticos (Set/2013). Mestrado em Psicologia pela Universidade Federal de Minas Gerais (2006), área de concentração: Estudos Psicanalíticos. Especialização em Saúde Mental pela ESMIG/FUNED. Especialização em Psicologia Clínica e Psicologia Hospitalar.

Thalita Melo possui graduação em Psicologia pela Universidade Federal de Alagoas (2008) e mestrado em Psicologia Social pela Universidade Federal de Sergipe (2012). Atualmente é professor assistente 1 da Unit. Tem experiência na área de Psicologia, com ênfase em Psicologia Social, atuando principalmente nos seguintes temas: pesquisa de campo, autoridade, escrita e narratividade, método, psicologia.

“Nas transexualidades há o descompasso entre a anatomia e o sentimento de identidade que remetem às identificações. Deste modo, existe uma desarticulação entre o sujeito do inconsciente e o ordenamento biológico que remete ao polimorfismo sexual do sujeito assim como a constante imposição do questionamento: ‘Quem sou eu’? Os elementos tratados no filme ‘A garota dinamarquesa’ levantam questões do humano que sublinham o caráter da bissexualidade psicológica, como abordou Freud na época do nascimento da psicanálise. A proposta deste Cine Psi é possibilitar um espaço para a discussão sobre as transexualidades e as modificações corporais. Além de também poder mobilizar uma discussão sobre a importância da diversidade de pensamento e reflexão no ambiente acadêmico, indo na contramão na Lei da Escola Livre, um monstro criado para ferir a LDB e nossa constituição. Aguardamos todos vocês lá”, afirma a professora e coordenadora do projeto Gabriela Moura.

A Garota Dinamarquesa

Em A Garota Dinamarquesa, Eddie Redmayne interpreta alguém que não se vê no corpo de um homem. Ok, ele é Einar Wegener, um pintor dinamarquês, casado, de relativo sucesso. Mas quer assumir sua identidade feminina. E o novo filme do mesmo Hopper reforça o tempo inteiro que esse cara… quer ser uma menina.

Cá, assim como lá, a nova produção do diretor britânico sofre do mesmo problema, o “monotema”, como se não houvesse outras nuances na condição humana.

Então, basta que Einar se depare com uma peça do vestuário feminino para que o cineasta dedique uma boa parte das duas horas de projeção para focar, no detalhe, o toque dos dedos do personagem no tecido delicado. É um caminho óbvio que diminui o impacto da obra.

Por outro lado, o trabalho do ator – do andar feminino à fala que dispensa a apelação do falsete – confere ao filme a sutileza que falta no roteiro de Lucinda Coxon e na direção. Em um curto espaço de tempo, Redmayne interpretou papéis marcantes, para o bem (A Teoria de Tudo, que lhe rendeu o Oscar) ou para o mal (O Destino de Júpiter, que quase lhe tirou a estatueta). Mas os varre para o fundo da memória do espectador com essa performance estonteante.

Casado com a também pintora Gerda (Alicia Vikander, em um registro apenas protocolar), Einar Mogens Wegener foi a primeira pessoa a se submeter a uma cirurgia de mudança de gênero no mundo e se tornou (se permitiu a ser) Lili Elbe. Isso na década de 1920.

Com duas notas, maestro, é possível perceber o tom do que vem por aí. Os primeiros acordes do piano melódico que introduz os créditos de abertura do filme já indicam que vem aí um melodrama daqueles. Como de costume na filmografia de Hooper, a trilha é mais do que excessiva, como se o espectador não tivesse as ferramentas para decidir sozinho em que momento deve rir ou chorar. E, no fim das contas, não têm mesmo. Hooper subestima a inteligência de seu público.

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