MENU

BNCC: uma política pública de valorização da educação básica

A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) define quais são os conteúdos e atividades escolares essenciais levando em conta os contextos sociais dos alunos

às 11h28
A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) define quais são os conteúdos e atividades escolares essenciais a todos os alunos da educação básica (Reprodução)
A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) define quais são os conteúdos e atividades escolares essenciais a todos os alunos da educação básica (Reprodução)
Compartilhe:

A educação básica no Brasil, composta pela educação infantil e pelos ensinos Fundamental e Médio, é regida por uma base curricular que unifica o ensino em todo o país. A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) define quais são os conteúdos e atividades escolares essenciais a todos os alunos, além de reforçar que o ensino e a aprendizagem não devem se distanciar dos direitos de aprendizagem e desenvolvimento, previstos no Plano Nacional de Educação (PNE).

A professora-doutora Catharine Prata Seixas, coordenadora operacional do curso de Pedagogia da Universidade Tiradentes (Unit Sergipe), destaca que a BNCC preconiza uma educação que fortaleça a aprendizagem baseada na experiência de vida, nas interações sociais e na potência da cultura dos estudantes. “A base curricular extrapola o conceito de aprendizagem conteudista, tradicional, ela propõe uma aprendizagem que fomenta a autonomia dos estudantes, valorizando os saberes dos atores sociais”, destaca.

Vale salientar que apesar de ser comum a todos, isso não quer dizer que ele vai ser igual em todas as cidades e regiões. “A palavra unificar me transmite uma mensagem de padronização, e não é esse o objetivo da BNCC. O real sentido é ter um documento que promova a discussão de pontos essenciais para a educação, ou seja, uma base que norteia o currículo em todo o país. A partir dele, cada cidade, região, estado vão adequar essa base à sua realidade”, pontua a pedagoga. 

O professor tem papel importante na aplicação da base nacional comum nas escolas, já que é o profissional que está no dia a dia com o aluno e que deve desenvolver suas estratégias de acordo com o contexto social que está inserido. “Inicialmente é necessário formar os docentes para pensarem suas práticas de acordo com a nova base curricular, compreender as propostas das habilidades e competências, só assim a essência da BNCC chegará à sala de aula”, afirma.

“Quando analisamos a formação destes profissionais, percebemos que as melhorias estão na forma de ver a criança como ator social de direitos, que atua de forma ativa no seu processo de aprendizagem, o profissional que tem a BNCC como norteador do currículo atua de forma dinâmica e busca uma aprendizagem significativa”, completa a professora doutora.

A BNCC vem sendo alvo de muitas discussões, por isso a equipe escolar vem realizando eventos formativos e reestruturando o projeto das escolas. Para Catharine, os gestores e coordenadores têm se empenhado nos últimos anos para alinhar o Projeto Político Pedagógico da escola à realidade da base nacional. “Este processo de implementação não é simples e requer o diálogo democrático entre a equipe escolar e a comunidade. Desta forma, cada campo do conhecimento e seus respectivos professores têm analisado e estudado a BNCC para proporcionar ao educando acesso aos conteúdos de forma eficiente, produzindo conhecimento”, enfatiza.

As universidades também têm seu papel de importância nesse processo, entregando profissionais da educação aptos a desenvolver, profissionalmente, as estratégias da BNCC. “A Universidade Tiradentes apresenta um currículo que dialoga com todas as políticas nacionais que versam sobre educação. Temos todos os componentes curriculares necessários para formar um profissional atento às mudanças históricas e sociais, bem como alinhados com a concepção de educação que fortalece a autonomia dos educandos” conclui a coordenadora operacional do curso.

Asscom | Grupo Tiradentes

Compartilhe: