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Biomédicos ressaltam importância de suas atribuições no combate ao coronavírus

Atuação destes profissionais é importante para o diagnóstico da Covid-19 e criação de medicamentos e vacinas

às 17h37
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Muitos profissionais estão na linha de frente durante o enfrentamento ao coronavírus. Um deles, fundamental nessa luta, é o biomédico. Por isso, na última segunda-feira (22), a Live Tiradentes detalhou bem o papel deste profissional no grande combate contra a pandemia, com a participação de quatro professores do curso de Biomedicina do Centro Universitário Tiradentes (Unit/AL), discutindo sua atuação no contexto atual da Saúde.

A primeira debatedora foi a professora Anacássia Lima, que fez a apresentação da Biomedicina e a diversidade de atuação do biomédico contra a Covid-19, atuando desde o diagnóstico da doença até a pesquisa para compreensão sobre o vírus, fundamental para a criação de medicamentos e vacinas.

“O biomédico que atua no diagnóstico laboratorial é fundamental na linha de frente, os que trabalham com diagnóstico por imagem podem contribuir com o entendimento da doença. Outros biomédicos trabalham com Virologia, Microbiologia, Epidemiologia, Imunologia, Genética e Toxicologia. Esses podem participar de pesquisas tanto para o desenvolvimento de vacinas, quanto para o desenvolvimento de terapia para a doença”, pontuou Anacássia.

Outro participante foi Cristhiano Sibaldo, mestre em Ciências Farmacêuticas pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), que falou sobre o princípio do diagnóstico imunológico do coronavírus e a imunocromatografia, metodologia de testagem.

“Ela tem uma rapidez no diagnóstico muito interessante e a gente consegue observar uma característica de sensibilidade e especificidade do que acontece com a ligação do antígeno com o anticorpo. Além disso, conseguimos identificar se o paciente tem anticorpos IgM, que indicam infecção na fase ativa, ou IgG, na fase mais tardia da infecção”, frisou.

Ele ainda destacou a importância dos testes rápidos, que também contam com a participação de biomédicos em seu desenvolvimento. “O teste rápido é fundamental pelo momento em que estamos passando, visto que os pacientes necessitam do diagnóstico para que sejam feitas as intervenções necessárias”, lembrou Cristhiano.

Memória Imunológica

Outro tema discutido pelos biomédicos e que envolve totalmente sua atuação na pandemia foi a Imunologia. Mesmo com estudos ainda incipientes, com base em outros vírus da mesma família, estima-se que a imunidade ao novo coronavírus pode durar até dois anos em alguns casos. A possibilidade de reinfecção existe, pois o vírus muda, com ciclos que fazem com que aconteça uma alteração das proteínas.

No encontro virtual, Renata de Almeida, mestranda do Programa de Pós-graduação em Ciências Farmacêuticas da Universidade Federal de Alagoas (UFAL), ressaltou a importância dos linfócitos, responsáveis pela memória imunológica.

Ela também falou sobre a linfopenia (detectada a partir de um hemograma), isto é, a baixa quantidade de linfócitos no sangue e fator observado em pacientes eletivos que chegam na emergência de hospitais com síndromes gripais e sintomas de Covid-19.

“Se o paciente apresentar linfopenia e sintomas de síndrome respiratória aguda, ele passa a ser observado mais de perto todos os dias, tanto na parte laboratorial quanto na parte clínica. Outros critérios são avaliados como a saturação, além do exame de imagem pulmonar. Saber se os linfócitos estão baixos é um dos critérios de olhar aquele paciente com o olhar diferenciado”, pontuou Renata.

Outro papel crucial do biomédico é acompanhar os novos estudos em relação ao coronavírus para que novas soluções sejam desenvolvidas com maior precisão. Sobre esse contexto, Rafael Vital, último debatedor e, assim como os colegas que o precederam, professor da Unit/AL, apontou que essa necessidade de informação sobre a compreensão do vírus é uma das dificuldades de quem está na linha de frente da pesquisa e do diagnóstico.

“A história natural do vírus ainda está sendo formada a cada dia, a cada novo artigo que sai. Existem aspectos, como aspectos imunológicos, que necessitam de tempo para que a gente possa compreender toda a interação do vírus com o organismo. Precisamos compreender isso rápido. A cada dia temos informações novas e que são montadas como peças de quebra-cabeça para que possamos compreender o todo”, finalizou Rafael Vital.

A live ‘O papel do biomédico no combate ao Covid-19: diagnóstico e monitoramento’ está salva e disponível ao público no canal da Unit/AL no Youtube.

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