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As boas práticas que podem ajudar na curricularização da extensão

Criação de projetos de extensão ou adaptação de iniciativas já existentes podem ser agregadas ao conteúdo de cada disciplina, atendendo a demandas da comunidade

às 20h55
Atividades de extensão integram o conteúdo prático dos cursos às necessidades da sociedade (Acervo Unit)
Atividades de extensão integram o conteúdo prático dos cursos às necessidades da sociedade (Acervo Unit)
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O processo de curricularização da extensão envolve principalmente a proximidade da universidade com as reais necessidades de uma comunidade. Fazer com que essa proximidade seja concreta e sólida exige boas práticas das instituições de Ensino Superior, que tornam essa contribuição mais efetiva e transformadora. Entre as práticas principais, está o contato mais frequente com o poder público e os grupos representantes da sociedade civil e da comunidade local, a fim de identificar tais necessidades e apontar possíveis contribuições da universidade que podem contemplá-las. 

Essas atividades agora podem ser ofertadas aos estudantes através da disciplina Experiências Extensionistas, que consiste na elaboração de projetos nos quais os alunos poderão executar atividades práticas aprendidas durante as aulas. A inclusão desta disciplina nos desenhos curriculares atende à resolução baixada em 2018 pelo Conselho Nacional de Educação (CNE), que determina a inclusão mínima de 10% dos créditos curriculares de cada curso em projetos e atividades extensionistas, voltados à formação integral dos alunos. Em geral, os projetos já existentes ou criados podem ser incorporados às Experiências Extensionistas ou outras disciplinas correlatas, sem resultarem em alterações muito drásticas. 

Uma das estratégias mais utilizadas é a realização de cursos de curta duração, nos quais os alunos dos últimos períodos, acompanhados por professores, ensinam pessoas da comunidade externa sobre determinados assuntos e tarefas relativas à profissão, as quais estejam relacionadas a alguma necessidade importante da comunidade. Outra alternativa é a participação da universidade em cursos promovidos por entidades parceiras, os quais podem garantir aos alunos, além dos certificados que serão agregados aos respectivos currículos, horas e créditos que podem ser computados no histórico escolar. É uma estratégia mais comum em cursos de Ciências Exatas e Tecnológicas, como Engenharia, Agronomia e Ciências da Computação.

Outra estratégia é a adesão da instituição de ensino a projetos já existentes e desenvolvidos por ONGs, associações de bairro e órgãos municipais. As universidades podem oferecer atividades práticas que complementam e potencializam as atividades destes parceiros, de forma gratuita, sobretudo nas áreas de Saúde, Educação e Ciências Humanas. Sempre a um ou dois semestres de antecedência, professores e gestores da universidade, sempre ligados a uma Coordenadoria ou Pró-Reitoria de Extensão, mantêm contatos com representantes dessas entidades e buscam entender deles quais as demandas mais imediatas. A partir daí, os cursos são chamados para elaborar e concretizar os projetos, dentro das normas previstas em cada instituição.

Há também os serviços já montados pelas próprias instituições em formato de escola, como hospitais, clínicas, escritórios, núcleos, incubadoras, agências ou empresas-júnior. De forma gratuita, ou mediante o pagamento de uma taxa social a preços módicos, essas unidades abrem os serviços de atendimento ao público com a atuação direta dos próprios estudantes, sempre com a supervisão e o acompanhamento mais próximo dos professores, essas atividades também podem ser agregadas ao currículo. 

Em todos os casos, a inclusão dos projetos de extensão nos currículos permitirá ainda uma maior resposta dos alunos aos conteúdos apresentados, uma vez que eles deverão apresentar projetos e relatórios sobre o aprendizado, sem deixar de lado a autonomia e o protagonismo na dedicação ao projeto. Ele também ajuda a romper a visão “aulista” das disciplinas, ou seja, muito focada no conteúdo, mas apresentações e no quadro-e-giz. Em vez disso, o estudante passa a aprender mais esse conteúdo prático em um ambiente mais próximo do mercado de trabalho e também do serviço à comunidade. 

Asscom | Grupo Tiradentes
com informações do Semesp

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