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Arquitetura e a sustentabilidade do ambiente construído

O direito a um meio ambiente saudável vem junto com o dever de protegê-lo e melhorá-lo; arquitetura desenvolve um papel importante neste objetivo

às 21h13
Mais do que uma arquitetura ou cidade sustentável, busca-se sociedades mais atentas ao meio ambiente (Unsplash)
Mais do que uma arquitetura ou cidade sustentável, busca-se sociedades mais atentas ao meio ambiente (Unsplash)
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As questões ambientais têm sido gradativamente incorporadas em todas as áreas do conhecimento desde o final dos anos 1960, quando houve um “despertar” para a crescente degradação do meio natural. Na Arquitetura não é diferente. E, do curso de graduação até a forma de concepção e execução de um projeto, os aspectos socioambientais envolvidos em sua prática são levados em conta. 

A construção civil é a atividade humana de mais importante impacto à natureza, desde o consumo de recursos naturais e energéticos até a eliminação de resíduos da produção. Com a Arquitetura e Urbanismo inserida nesse contexto, ganha relevância a consideração da sustentabilidade ambiental em seus processos. 

O desenvolvimento do ambiente construído em maior ou menor equilíbrio com o meio natural, e levando em conta o aspecto social envolvido, será reflexo da maneira como arquitetas e arquitetos trabalham com esta problemática, desde a concepção do projeto até a sua implementação. 

Adotar uma postura que privilegia a preocupação com as questões ambientais tornou-se um imperativo mundial para qualquer setor produtivo. Quando incorporado na arquitetura, este é um fator que gera valor a um projeto e agrada aos consumidores cada vez mais conscientes e exigentes por moradias inteligentes. 

Na prática profissional

Os seres humanos precisam de edificações construídas para sua proteção e sobrevivência. Paradoxalmente, o crescimento de aglomerados residenciais urbanos colabora para a destruição do equilíbrio ambiental e ameaça a continuidade da própria humanidade. Atualmente, o ambiente urbano é o habitat de mais de 50% da população mundial.

Estar ciente disso vai impactar no exercício da profissão de arquiteto. Ele é o profissional responsável pela fase inicial das construções, seu planejamento, projeto e escolha de materiais, e pode, assim, contribuir de fato para edificações e sociedades mais sustentáveis.

Práticas profissionais dos diversos atores da construção civil têm sido readequadas com o objetivo de dar lugar a construção e desenvolvimento de cidades planejadas e que geram menos degradação. A produção arquitetônica ambientalmente comprometida vai atuar em conformidade com as exigências que esta noção impõe, ou seja, buscando meios de gerar o menor impacto possível. 

Nessa busca, algumas das estratégias adotadas já são amplamente conhecidas: para maior conforto térmico – projetos adequados às condições climáticas, privilegiando a iluminação e a ventilação naturais; luzes eficientes no desempenho e consumo de energia; materiais de construção naturalmente isolantes e soluções de mínimo ruído; projetos com coleta de água da chuva, reuso para irrigação do jardim; racionalização energética, energia solar, além da otimização espacial e de recursos, entre outras técnicas e tecnologias.

Desde a graduação

O desafio maior do segmento é desenvolver cada vez mais projetos urbanos que utilizem os conceitos de arquitetura sustentável e ecológica, utilizando sistemas e materiais alternativos já disponíveis no mercado. O acesso a eles, no entanto, ainda é segmentado.

A formação dos profissionais no curso de Arquitetura e Urbanismo deve estar comprometida com a inserção das questões socioambientais numa abordagem interdisciplinar das práticas de ensino. No país, o curso de graduação conta com critérios de prática profissional em busca da economia dos recursos naturais, durabilidade, preservação do patrimônio natural e construído, entre outros.

Cursos de Arquitetura com foco na inserção de conceitos sustentáveis e na prática de processos ecológicos, bem como na pesquisa de novos materiais mais duráveis, contribuirão para a consolidação da prática no meio profissional e comercial. Afinal, a arquitetura projetada com estes princípios reduz o volume de entulho retirado da obra, de águas pluviais destinadas ao sistema público, o volume de esgoto despejado no sistema coletivo, além de contribuir em área verde para a cidade, considerando soluções paisagísticas incluídas.

A principal preocupação para se chegar ao ambiente construído sustentável é manter as condições planetárias favoráveis à vida humana, em nível local e internacional, pois é a sobrevivência da humanidade que está em risco. 

Asscom | Grupo Tiradentes

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