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Alunos do Unit concorrem no Festival de Cinema Visões Periféricas no RJ

O curta “Eu, etiqueta” é uma análise do poema de Drummond, que evidencia a forma como o consumidor se relaciona com o produto

às 14h46
Os alunos do curso de publicidade e propagando do Centro Universitário Tiradentes – Unit estão concorrendo ao Festival de Cinema Visões Periféricas do Rio de Janeiro. O curta-metragem possui o título “Eu, etiqueta” e foi inspirado no poema de Carlos Drummond de Andrade.
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O projeto evidencia a forma como o consumidor se relaciona com o produto, transmitindo através do seu conteúdo a mensagem de que somos verdadeiras vitrines e uma extensão de identidades fabricadas para atender a sociedade de consumo. Essa ficção possui uma duração de dois minutos, foi produzido neste ano de 2015 e a classificação é livre.

“Uma de nossas preocupações no ensino superior da publicidade é despertar o senso crítico de nossos estudantes, principalmente com os valores postos pela sociedade de consumo. Assim, propomos no semestre passado uma reflexão com base no poema de Carlos Drummond de Andrade, intitulado, “Eu etiqueta”, uma produção audiovisual na qual se estabelecesse uma discussão crítica centrada na representatividade através do consumo. Já que temos vários exemplos na sociedade de consumidores que procuram uma reafirmação social com base nas marcas que usa. Portanto, foi este princípio que norteou a discussão levantada pelos alunos através do curta “Eu Etiqueta”, coloca o professor Beto Macário, que acompanhou a produção, roteirização e concepção da ideia.

A produção fez parte da disciplina de Introdução à Publicidade, do primeiro semestre de 2015 e os alunos envolvidos são; Mariana Zottich, Luana Zottich, Hugo Spinelli, Leandro Alves, Ariely Vasconcelos, Arianne Barros, Esrom Reis, Karol Porto e Bárbara Agra. A direção ficou a cargo de aluno Alex Walker, que iniciou seu contato com o universo artístico em 2003, através da Cia. de Teatro Cortina, na Capital Alagoana. Em 2011 foi contemplado pelo Edital Micro Projetos para Território de Paz, para produzir o documentário Biu – em busca de um território de paz. Em 2013, dirigiu o curta A Galinha Degolada, premiado como melhor fotografia pelo Festival Literatura em Vídeo. Em 2014 foi contemplado pelo Edital Mais Cultura nas Escolas, com o projeto Biu 2, em busca de um território de paz. Atualmente é ator pelo primeiro grupo de teatro de rua de Alagoas, a Associação Teatro Joana Gajuru.

“Esse é o segundo festival nocional de cinema que participo, o primeiro foi o Literatura em Vídeo festival da editora Ática e Scipione em parceria com a MTV Brasil, concorri com o curta: “A galinha degolada”, baseado na obra de Horácio Queiroga, ganhamos o prêmio de melhor fotografia. Já o Visões Periféricas é um grande sonho pois a vários anos estou tentando entrar nesse festival, e hoje estamos concorrendo na categoria: “Tudo junto e misturado”. É uma grande expectativa, o coração vai a mil, será que vamos levar algum prêmio? O material está em uma boa qualidade? Será que vai ser bem aceito? São várias perguntas que começam e aparecer nesses períodos de festival. Esperamos que venha o melhor e estamos confiantes”, colocou Alex Walker.

Se você gostou da história e quer conhecer um pouco mais sobre o curta, acesse http://imaginariodigital.org.br/visoes-perifericas/2015/tudojuntoemisturado e vota no “Eu Etiqueta”.

O Festival

O Festival Visões Periféricas chega a sua 9ª edição e o homenageado desta vez é o Funk, patrimônio cultural carioca. No ano em que o Rio de Janeiro comemora seus 450 anos, nada mais justo homenagear este movimento que já se tornou uma das grandes marcas da cidade. O funk carioca ultrapassou fronteiras e hoje repercute em todo o Brasil e no exterior.

Na homenagem será exibido o documentário “FUNK Brasil – 5 visões do batidão”, de Luciano Vidigal, Marcelo Gularte, Paulo Silva, Júlio Pecly, Rodrigo Felha, Chrisitan Caselli e Cavi Borges, que traz um painel desde o surgimento do ritmo, das equipes de som até a influência e importância do movimento na formação e afirmação da identidade cultural nas comunidades cariocas. O filme foi o último dirigido pro Júlio Pecly, realizador que marcou a cinematografia carioca junto a seu inseparável parceiro, Paulo Silva.

Já a programação conta com 96 filmes e realizadores vindos de 13 estados brasileiros e das cidades de Medellín e Bogotá na Colômbia. Os filmes serão exibidos em salas de cinema, cineclubes e internet. Mais uma vez o festival reafirma seu compromisso com a democratização do acesso à cultura e integração da cidade, exibindo os filmes da programação em 14 cineclubes de oito bairros, além dos municípios de Niterói, São Gonçalo, Itaguaí, Belford Roxo, Nova Friburgo e Rio das Ostras.

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