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Alimentação saudável pode combinar com docinhos e salgados

Nutricionista mostra que é possível comer ‘de tudo’, desde que se tenha equilíbrio durante alimentação

às 12h31
Merengue com Morango e Chocolate.
Merengue com Morango e Chocolate.
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Algumas pessoas vivem em guerra com a balança e acham que para alcançar o peso ideal ou seguir uma dieta é preciso abrir mão totalmente de guloseimas como doces e salgados. Mas profissionais da Nutrição dizem que sim, é possível ter uma alimentação saudável e dar uma ‘beliscada’ em comidas mais açucaradas e nos salgadinhos, basta seguir uma única palavra: equilíbrio.

É o que ressalta Raphaela Costa Ferreira, nutricionista e professora do Centro Universitário Tiradentes (Unit/AL), que defende que é possível comer de tudo, mas com moderação, aprendendo a degustar e apreciar o alimento. “Se for comer doce, tem que parar aquele momento e ter foco na comida. Muitas vezes as pessoas não têm foco, comem e nem sentem o sabor do que comeu”, frisou.

Outro truque é usar um pouco da criatividade nas receitas. Por exemplo: está com vontade de comer um doce, por que não fazer um bolo de banana com recheio de cacau? Quer comer um salgado? Por que não fazer uma coxinha de macaxeira, com ingredientes mais saudáveis?

Prestar atenção nos ingredientes dos alimentos que consome, focando em itens de qualidade, mais naturais e fugir de alimentos processados também é fundamental para não se afastar de pequenos prazeres como aquele docinho de sobremesa de vez em quando, a fatia de bolo com cobertura no fim de semana ou a empadinha com o café da tarde.

“Alimentos processados e industrializados têm mais açúcar, sódio, corantes e vão trazer prejuízos para a saúde do indivíduo. A dica é buscar sempre os alimentos mais naturais possíveis. Em temperos, por exemplo, podemos utilizar alecrim, manjericão, orégano e ervas que têm propriedades antioxidantes ao invés de utilizar um tempero industrializado, que vem com muitos aditivos e sódio. A preparação vai ter um sabor especial”, afirmou a nutricionista.

Emoções e a alimentação 

Nesta busca por conciliar guloseimas e alimentos, é preciso olhar também para si, pois a emoção interfere muito na escolha do que comer. Muitas pessoas comem certos alimentos mesmo sem fome, apenas por estarem estressadas ou com raiva, buscando um alívio para aquela sensação. Esta é a manifestação da fome emocional.

“As pessoas têm que parar para refletir se a necessidade que estão sentindo é física ou emocional. Se for emocional, elas devem buscar outras formas mais saudáveis de lidar com aquela situação ao invés de descontar no alimento. É preciso estar bem consigo mesmo para equilibrar a alimentação”, concluiu Raphaela, alertando que, em muitos casos, o nutricionista conversa com o paciente e orienta para que seja buscada ajuda qualificada para tratar da saúde emocional. 

O papel do nutricionista

Diante de tantos detalhes e orientações, é visível a importância do nutricionista na construção da saúde completa do indivíduo. Com data comemorativa nesta segunda-feira, 31 de agosto – data em que foi fundada a Associação Brasileira de Nutrição (ASBRAN), em 1949 – é cada vez mais consenso que a atribuição deste profissional vai muito além de passar dietas restritivas para perda de peso. 

Raphaela Costa defende que o profissional da Nutrição atua com a prevenção e tratamento de doenças através de uma alimentação saudável, variada e equilibrada, respeitando a individualidade de cada um, o gosto, a cultura e os hábitos alimentares.

“O nutricionista é quem conhece o alimento e sabe dizer seu papel no organismo. Se o indivíduo está precisando de determinado nutriente, nós dizemos quais os alimentos ele deve consumir para suprir isso. O nutricionista está pronto para orientar em relação ao que comer e como comer, é um profissional fundamental para que as pessoas tenham saúde e melhorem a qualidade de vida”, pontuou Raphaela.

Saiba mais sobre o curso de Nutrição da Unit/AL clicando aqui.

Por Mariana Lima e  João Paulo Macena – Algo Mais Consultoria e Assessoria

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