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Agosto Dourado: mês mundial da amamentação

Data foi instituída através da lei 13.435/2.017 e garantiu que ações de incentivo ao ato ocorra com mais intensidade

às 19h33
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Agosto Dourado é conhecido como o mês de conscientização sobre o aleitamento materno. Constituído oficialmente através da lei de número 13.435/2.017, a data garante que ações de incentivo ao ato ocorram ao longo do mês.

Embora possa parecer que a data tenha surgido recentemente, a história do aleitamento materno no Brasil começou lá em 1990, em um encontro da Organização Mundial de Saúde, na Itália, organizado pela Unicef, onde surgiu a “Declaração de Innocenti”. Posteriormente a esse evento, ocorreu a assinatura da Aliança Mundial de Ações Pró-amamentação, que definiu que a área seria debatida anualmente, com a participação dos 120 países que assinaram a aliança.

A Waba (Aliança Mundial de Ação Pró-amamentação, sigla em inglês) constitui por quatro pilares: informar sobre a proteção a amamentação, apoio a amamentação e reconhecer como uma responsabilidade de todos e como um motivo de saúde pública; articular com indivíduos e  organizações para maior impacto; potencializar ações que incentivem e protejam o aleitamento materno. 

Em 2022, o tema estabelecido foi: Fortalecer a amamentação: educando e apoiando

Aleitamento materno diminui risco de diversas doenças 

É comprovado que o aleitamento materno reduz em até 13% a mortalidade até os cinco anos de idade, evita diarréia e infecções respiratórias, auxilia na diminuição dos casos de alergias, diabetes, alteração do colesterol, hipertensão, reduz risco de obesidade, contribui para nutrição da criança e desenvolvimento da cavidade bucal. 

Segundo Danielle Alice, docente do curso de Nutrição da UNIT/AL, a única alimentação do bebê é exclusivamente o leite materno. E só a partir do sexto mês, ou até no quarto mês, é que se inicia a introdução alimentar.

O leite materno é considerado um alimento completo até os seis meses de vida do bebê, contendo até mesmo água que é essencial para hidratação, além de auxiliar na prevenção de doenças e na criação do vínculo da mãe com a criança.

Bancos de leite humano de Maceió continuam recebendo doações 

A Maternidade Escola Santa Mônica continua funcionando na Av. Comendador Leão, no bairro do Poço. O órgão é responsável por doações de leite materno e o atendimento às mães com dificuldade de amamentar.

O banco de leite funciona 24 horas por dia dando assistência às mães que apresentam dificuldades para amamentar. Além disso, orienta as mães doadoras, fornece os kits de doação e realiza a coleta na residência. Para entrar em contato com o Banco de Leite Humano da Maternidade Escola Santa Mônica, basta procurar diretamente a maternidade ou ligar para o telefone (82) 3315.4434.

Para o armazenamento adequado do leite, você deve realizar os seguintes procedimentos: 

  •  Lave o frasco de vidro com boca larga e tampa de plástico, como de café solúvel, retirando o rótulo e o papel de dentro da tampa;
  • Coloque o frasco e a tampa numa panela, cobrindo-os com água;
  • Ferva-os por 15 minutos, contando o tempo à partir do início da fervura;
  • Escorra-os, com a abertura voltada para baixo, sobre um pano limpo, até secar;
  • Feche o frasco sem tocar com as mãos na parte interna da tampa. 

Apenas a Maternidade Escola Santa Mônica e o Hospital Universitário Professor Alberto Antunes (HUPAA) oferecem banco de leite materno em Maceió. No interior de Alagoas, Arapiraca, São Miguel dos Campos e Palmeira dos índios dispõem desse tipo de serviço.

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