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Acadêmicos da Unit/AL levam acolhimento online para idosos

Projeto Telelongevidade defende envelhecimento ativo e oferece atenção aos envelhecentes

às 17h44
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Envelhecer de forma saudável e com qualidade de vida é consequência de um processo que envolve fatores como alimentação, atividade física, cuidados com o corpo e a mente, e claro, as relações humanas. Mais do que viver por muitos anos, envelhecentes querem uma velhice saudável e com qualidade de vida. Para ajudar nesse processo, acadêmicos e docentes do Centro Universitário Tiradentes (Unit/AL), criaram o Telelongevidade, projeto que oferece escuta e dicas de cuidados.

O isolamento social imposto pela pandemia vivida neste 2020 foi sentido especialmente pelos idosos. Justamente por integrar o grupo mais vulnerável a Covid-19, eles tiveram restritos o contato com amigos e familiares, e impedidas as atividades ao ar livre. Foi diante desse cenário, que o Telelongevidade nasceu.

O projeto busca levar não somente dicas de qualidade de vida, mas oferecer aos envelhecentes a oportunidade de ser escutado e ter ao seu lado alguém que entenda seus problemas de saúde física, emocional e mental.

Coordenado pela professora dos cursos de Nutrição e Medicina, Theresa Siqueira, o projeto teve as atividades iniciadas em julho e estendidas até dezembro, com data marcada para retomada em fevereiro de 2021.Os trabalhos acontecem de forma online, com reuniões virtuais, ligações e chamadas de vídeo individuais.

Dez alunas do curso de Medicina da Unit/AL garantiram os atendimentos: Carla Barbosa, Gabriele Irene, Tayná Calumby, Maíra Canuto, Ana Laura Oliveira, Laura Araújo, Jéssica Borba, Gabrielle Nunes, Maryne Leite e Vanessa Mendes.

“O Telelongevidade surgiu com o intuito de promover um pouco de alegria na vida de idosos em meio a um momento tão difícil de pandemia. Por meio de ligações semanais, com duração média de 30 minutos, abordamos temáticas ligadas ao cotidiano dos idosos e atividades educativas”, explica a coordenadora. Ela conta ainda que a dedicação dos estudantes culminou na conquista do prêmio de melhor relato de experiência no Congresso Internacional de Tecnologia, Educação e Saúde (Conites) promovido pela Universidade Federal de Alagoas (Ufal).

A acadêmica de Medicina responsável pela apresentação do projeto no Conites/Ufal, Jéssica Borba, revela que a experiência de participar do Telelongevidade foi muito marcante. “Os idosos contavam coisas íntimas e em mais de uma oportunidade me arrepiei e chorei; é gratificante ver a confiança e o vínculo que foram criados, eles ficavam ansiosos pelas conversas semanais”, destaca.

Integração físico, mental e emocional

Entre as temáticas tratadas com os idosos estavam a felicidade, as experiências de vida, a importância de saber ouvir, saúde mental e cuidar de si; além de um questionário sobre saúde e uma mesa-redonda virtual sobre feliz-idade. 

O projeto de extensão conta ainda com a colaboração das professoras do curso de Medicina da Unit/AL, a terapeuta ocupacional Maria Helena Rosa; e as assistentes sociais Genilda Leão e Ana Flávia Rodrigues Leão Melro. O time ainda reúne Camilla Barbosa, assistente social, pós-graduanda em neuropsicopedagogia e Co-fundadora do Viva a Longevidade; e Madson A. Maximiano-Barreto, psicólogo, mestre em Gerontologia e doutorando em Psicologia pela UFSCar (Universidade Federal de São Carlos/SP).

A professora Genilda Leão destaca que a Integração Ensino Serviço e Comunidade (IESC) do curso de Medicina busca a integração da alma e corpo para a harmonização, produzindo junto aos alunos e alunas a política de humanização. “A pessoa é o centro e protagonista de sua história nos vários caminhos da vida.  O jovem estudante passa a conhecer essa pessoa por meio das suas relações na comunidade quando se utiliza de diversos instrumentos e metodologias nesta prática. Esta relação se traduz também na integração teoria e prática”, ensina.

“As alunas envolvidas no projeto se sentiram motivadas e sensibilizadas, neste momento de pandemia, em construir uma relação com os idosos por meio tecnológicos, ao considerar que estes idosos estão em casa e muitas vezes sozinhos. Foi uma experiência excelente para todos: docentes e discentes, afirma.

Por Iracema Ferro – Algo Mais Consultoria e Assessoria

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