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Acadêmicos da Unit/AL levam acolhimento online para idosos

Projeto Telelongevidade defende envelhecimento ativo e oferece atenção aos idosos

às 12h55
Happy laughing senior woman talking to grandchildren. Mature grey haired lady sitting on couch in living room and using phone for video call. Video call concept
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Envelhecer de forma saudável e com qualidade de vida é consequência de um processo que envolve fatores como alimentação, atividade física, cuidados com o corpo e a mente, e, claro, as relações humanas. Mais do que viver por muitos anos, idosos querem uma velhice saudável e com qualidade de vida. Para ajudar nesse processo, acadêmicos e docentes do Centro Universitário Tiradentes (Unit/AL), criaram o Telelongevidade, projeto que oferece escuta e dicas de cuidados. 

As inscrições para os idosos que desejam participar da 2ª edição do projeto já estão abertas e podem ser feitas pelo formulário eletrônico que está no endereço: forms.gle/oLekAhwoUfqnknBA8. Os atendimentos serão todos online, com reuniões virtuais, ligações e chamadas de vídeo individuais. As atividades deste ano serão iniciadas no mês de março. A iniciativa busca levar, não somente dicas de qualidade de vida, mas, também, oferecer aos envelhecentes a oportunidade de ser escutado e ter ao seu lado alguém que entenda seus problemas de saúde física, emocional e mental.

O isolamento social imposto pela pandemia vivida em 2020 e que ainda persiste neste ano, foi sentido especialmente pelos idosos. Justamente por integrar o grupo mais vulnerável da Covid-19, eles foram privados de terem contato com amigos e familiares, e impedidos de fazer atividades ao ar livre. Foi diante deste cenário, que o Telelongevidade nasceu. Coordenado pela professora dos cursos de Nutrição e Medicina, Theresa Siqueira, a 1ª edição do projeto teve as atividades iniciadas em julho e estendidas até dezembro do ano passado. 

“O Telelongevidade surgiu com o intuito de promover um pouco de alegria na vida de idosos em meio a um momento tão difícil de pandemia. Por meio de ligações semanais, com duração média de 30 minutos, abordamos temáticas ligadas ao cotidiano dos idosos e atividades educativas”, explica a coordenadora. Ela conta, ainda, que a dedicação dos estudantes culminou na conquista do prêmio de melhor relato de experiência no Congresso Internacional de Tecnologia, Educação e Saúde (Conites) promovido pela Universidade Federal de Alagoas (Ufal).

A acadêmica de Medicina responsável pela apresentação do projeto no Conites/Ufal, Jéssica Borba, revela que a experiência de participar do Telelongevidade foi muito marcante. “Os idosos contavam coisas íntimas e em mais de uma oportunidade me arrepiei e chorei; é gratificante ver a confiança e o vínculo que foram criados, eles ficavam ansiosos pelas conversas semanais”, destaca.

Além de Jéssica Borba, nove alunas do curso de Medicina da Unit/AL garantiram os atendimentos de 2020: Carla Barbosa, Gabriele Irene, Tayná Calumby, Maíra Canuto, Ana Laura Oliveira, Laura Araújo, Gabrielle Nunes, Maryne Leite e Vanessa Mendes.

Algumas delas permanecem no projeto em 2021. Nesta semana, um edital será lançado para os alunos da Unit que desejam  participar do Telelongevidade. A novidade é que acadêmicos de todos os cursos da área de Saúde podem participar.

“As alunas envolvidas no projeto se sentiram motivadas e sensibilizadas, neste momento de pandemia, em construir uma relação com os idosos por meio tecnológicos, ao considerar que estes idosos estão em casa e muitas vezes sozinhos. Foi uma experiência excelente para todos: docentes e discentes. Este ano vamos retomar as atividades com mais experiência”, afirma a professora Genilda Leão.

Integração físico, mental e emocional para idosos

Entre as temáticas tratadas com os idosos na primeira edição e que farão parte do projeto em 2021 estão a felicidade, as experiências de vida, a importância de saber ouvir, saúde mental e cuidar de si; além de um questionário sobre saúde e uma mesa-redonda virtual sobre feliz-idade. 

O projeto de extensão conta, também, com a colaboração das professoras do curso de Medicina da Unit/AL, a terapeuta ocupacional Maria Helena Rosa; e as assistentes sociais Genilda Leão e Ana Flávia Rodrigues Leão Melro. O time ainda reúne Camilla Barbosa, assistente social, pós-graduanda em neuropsicopedagogia e Co-fundadora do Viva a Longevidade; e Madson A. Maximiano-Barreto, psicólogo, mestre em Gerontologia e doutorando em Psicologia pela UFSCar (Universidade Federal de São Carlos/SP).

A professora Genilda Leão destaca que a Integração Ensino Serviço e Comunidade (IESC) do curso de Medicina busca a integração da alma e corpo para a harmonização, produzindo junto aos alunos e alunas a política de humanização. “A pessoa é o centro e protagonista de sua história nos vários caminhos da vida.  O jovem estudante passa a conhecer essa pessoa por meio das suas relações na comunidade quando se utiliza de diversos instrumentos e metodologias nesta prática. Esta relação se traduz também na integração teoria e prática”, ensina.

Por Iracema Ferro – Algo Mais Consultoria e Assessoria

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