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A importância das atividades de extensão para a prática universitária

Professores da Unit destacam que alunos envolvidos em práticas de extensão desenvolvem habilidades acadêmicas e profissionais, estreitando relações com a comunidade

às 17h54
Sessão do projeto Mindfulness Online, do curso de Psicologia da Unit Alagoas, em Maceió
Sessão do projeto Mindfulness Online, do curso de Psicologia da Unit Alagoas, em Maceió
Atividade educativa promovida pelo curso de Nutrição da Unit Pernambuco no Lar Fabiano de Cristo, no Recife
Visitas de campo de alunos de Arquitetura da Unit Sergipe, em Aracaju (fotos tiradas antes da pandemia)
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Os cursos e atividades de extensão universitária são um grande aliado nos trabalhos dos professores universitários, que têm a oportunidade de aliar os conhecimentos teóricos às atividades práticas mostradas e ensinadas aos estudantes. No Grupo Tiradentes, esse trabalho aparece no dia-a-dia dos campi, através de serviços mantidos pelas instituições de ensino e de projetos montados no âmbito dos cursos de graduação e pós-graduação, atendendo principalmente às comunidades próximas. 

“É na extensão universitária que se faz, literalmente, o encontro da academia com a comunidade. O que os alunos veem durante as aulas, durante as supervisões teóricas, eles estão aplicando em campo. E o que se aprende nesse campo não tem em livro nenhum, não tem teoria nenhuma. Essa vivência é muito importante para a formação do aluno. E pra sociedade é um ponto de encontro maravilhoso, porque aproxima o conhecimento das pessoas. A universidade deixa de ser aquele lugar inalcançável e passa a ser um lugar acessível”, destaca Camila Vasconcelos Carnaúba, professora de Psicologia do Centro Universitário Tiradentes (Unit Alagoas), destacando a “relevância social enorme” das atividades de extensão.

A professora Lygia Nunes Carvalho, do curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Tiradentes (Unit Sergipe), confirma essa relevância, como uma contribuição da Academia para a diminuição das desigualdades sociais. “A gente precisa se preocupar com algo maior do que somente um conteúdo técnico específico, que é com a formação do cidadão, do ser humano que contribui com a sociedade. Eu vejo, principalmente em um país como o Brasil, em que o acesso a uma educação de qualidade acaba sendo um privilégio de poucos, diante do quadro de desigualdades, que a extensão universitária se coloca como um importante papel social a ser cumprido pelas instituições de ensino, justamente por ser essa ponte entre a instituição, as comunidades e a sociedade em geral”, afirma ela. 

E esse engajamento acaba atraindo mais visibilidade aos cursos e às próprias instituições, pois mais estudantes, principalmente os que se preparam para entrar no ensino superior, sentem-se atraídos a participar destes projetos. “Tem muita gente que é da comunidade e faz faculdade. Às vezes, ele se interessa pelo curso só porque vê o que o outro profissional faz. E para o aluno é enriquecedor, porque ele se vê colocando em prática os conhecimentos que adquire durante a faculdade, porque às vezes só as aulas práticas que a gente faz não são suficientes para abarcar toda essa experiência, que é de ter que entender as diferenças, lidar com com pessoas que não querem colaborar, desenvolver habilidades socioemocionais”, acrescenta a professora Natália Fernandes, do curso de Nutrição do Centro Universitário Tiradentes (Unit Pernambuco)

Exemplos práticos

Um exemplo disso é a atividade que foi desenvolvida pelos alunos de Nutrição da Unit Pernambuco junto à Casa Rodolfo Aureliano, ligado à ONG Lar Fabiano de Cristo, no bairro da Várzea, próximo ao campus-sede da Unit no Recife. A entidade, uma das mais antigas da capital pernambucana, atende famílias e idosos em risco de vulnerabilidade social. Semanalmente, as turmas promovem atividades de oficina culinária e rodas de conversa sobre alimentação e nutrição para crianças e adolescentes. “Foi muito produtiva, porque os alunos adoraram. E eles criaram, desenvolveram e aplicaram materiais educativos na própria ONG”, relata Natália. Com a pandemia, as atividades foram mantidas através de sessões online. 

Já em Maceió, outro exemplo é o projeto Mindfulness Online, no qual são abertas oficinas virtuais de mindfulness, um conjunto de técnicas que aperfeiçoam a concentração e a atenção de cada pessoa. O projeto tem a participação de estagiários do Centro de Psicologia Aplicada (CPA) da Unit Alagoas. A professora Camila, que supervisiona a atividade, conta que os alunos criam um forte engajamento nas tarefas do projeto, como organizar oficinas e recrutar pessoas. “Também percebo muitas habilidades acadêmicas sendo desenvolvidas, como capacidade de planejamento, estudo teórico, revisão e avaliação dos resultados das suas oficinas. Isso tem trazido muitos ganhos na formação acadêmica desses alunos, e também na relação com as pessoas”, elenca. 

O aperfeiçoamento dos alunos também é buscado nas atividades do curso de Arquitetura da Unit Sergipe, que tem um Núcleo de Projetos, Pesquisa e Extensão (Nuppe). Uma de suas atividades é a prestação de assistência técnica gratuita em bairros populares de Aracaju, como Santos Dumont, Santa Maria, Bugio e Bairro Industrial, cujos moradores demandam serviços como elaboração de plantas, usucapião e regularização de imóveis (estes em parceria com o Núcleo de Práticas Jurídicas/NPJ). “A gente tem essa intenção mesmo, de pensar em como contribuir com a sociedade, a partir dessas pessoas que estão em condição de maior vulnerabilidade”, resumiu Lygia, que também coordena o Nuppe. Algumas atividades, como as visitas de campo, foram paralisadas por conta da pandemia, mas outras foram adaptadas para reuniões virtuais. 

Asscom | Grupo Tiradentes

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