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No caminho da pesquisa/ Curiosidade que leva à pesquisa

Motivado pela inquietação sobre o desconhecido, o estudante de Direito da Unit, Roberto Barbosa consolida sua participação no cenário da iniciação científica

às 10h31
Na contramão da postura inerte e do perfil bibliográfico de grande parte dos estudantes, Roberto Barbosa dá um rumo diferente à sua passagem pela universidade. Cursando o 7° período de Direito, no Centro Universitário Tiradentes (Unit), o aluno integra o grupo de pesquisadores que encontra na iniciação científica a resposta para as inquietações e desconfianças surgidas na sala de aula.
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A inserção para a vida acadêmica é apenas o começo nesta experiência. A pesquisa atua hoje como a porta de entrada para o estímulo ao pensamento crítico, a identificação dos pontos fortes e fracos do individuo e ainda vai além ao definir, desde a graduação, a carreira dos estudantes.  Há dois anos como parte integrante deste cenário, Roberto traça um caminho de destaque na iniciação científica.

Já são quatro trabalhos desenvolvidos e dois grupos de pesquisa atuantes – um de Biopolítica e Processo Penal desenvolvida na Unit e outro à frente do Laboratório de Ciências Criminais do Instituto Brasileiro de Ciências Criminais (IBCCrim). Aliada a consequente contribuição acadêmica, o estudante assume o seu papel social ao promover mudanças no cenário alagoano.

“O interesse pela pesquisa surgiu do não contentamento com a postura passiva ao longo do processo ensino-aprendizagem. Muito pela curiosidade, mas também por uma postura político-social que trago desde outra formação incompleta no Serviço Social, minhas escolhas sempre me levam para as nuances de pesquisa. É por meio dela que saio do estado inerte para colaborar com a sociedade como um todo”, avalia Roberto Barbosa.

Em meio a precária conjuntura política, econômica e social do Estado, o aluno lidera, ao lado dos outros membros do grupo, um grande projeto sobre as mortes nos cárceres alagoanos entre o período de 2012 e 2015. A ideia é desvendar e dar visibilidade, sob a perspectiva da criminologia, sobre as relações de óbitos dentro das prisões alagoanos e evitar que novos casos aconteçam na região.

“Esta pesquisa faz parte de um total de três projetos que estamos produzindo na Unit. Fundamentamos o trabalho com base na relação de óbitos solicitada na Superintendência Geral de Administração Penitenciária – SPGAP, com base na Lei de Acesso à Informação. Nossa proposta é justamente levantar esta temática e trazer o debate sobre a indenização dos mortos dentro dos cárceres para dentro da realidade alagoana”, explica o estudante e pesquisador.

Intitulado “Mortos nos cárceres alagoanos de 2012-2015: o estado de coisas inconstitucional e a (ir) responsabilidade objetiva do Estado”, o trabalho foi também apresentado no Congresso Nacional de Direito (Conadi), na Universidade Tiradentes, campus Firolândia, em Sergipe.

Outros trabalhos

Paralelamente a este trabalho, Roberto Barbosa conduz ainda dois projetos dentro do grupo de pesquisa da Unit. O primeiro sobre o microfascismo de base para políticas criminais autoritárias e o último abordando a análise processual de como o inquérito perpassa todo o processo penal brasileiro dando um tom ainda inquisitorial na democracia brasileira. Já no IBCCrim, o estudante foca no diagnóstico dos clássicos da Criminologia.

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