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Unit apresenta energia solar na automação residencial com monitoramento por smartphones no Caiite 2015

Junto com a energia solar, a automação residencial será capaz de trazer uma nova experiência aos utilizadores, tornando-os produtores da sua própria energia e trazendo uma independência em como gerenciá-la

às 14h41
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O Centro Universitário Tiradentes – Unit – marca presença no Congresso Acadêmico Integrado de Inovação e Tecnologia – Caiite 2015, que vai de 15 a 20 de junho, no Centro de Convenções de Maceió.

Nesta edição a instituição apresenta em seu stand de inovação um projeto desenvolvido por alunos do curso de Engenharia Ambiental, que possui como objetivo aplicar a energia solar nos sistemas de automação residencial de forma eficaz, propondo a produção de um painel fotovoltaico.

Entre as energias renováveis existentes, a que foi estudada é a gerada pelo sol, pois sua fonte é considerada inesgotável e limpa. Se apenas 0,1% da energia solar pudesse ser convertida com uma eficiência de 10%, ainda assim a energia gerada seria quatro vezes maior que a capacidade mundial total de geração de energia, que é de 3000 GW. Os alunos envolvidos neste projeto foram Welliton Anderson da Silva Omena e Letícia Alves de Araújo, que contaram com a orientação do professor Paulo Henrique Gomes Silva.

Junto com a energia solar, a automação residencial será capaz de trazer uma nova experiência aos utilizadores, tornando-os produtores da sua própria energia e trazendo uma independência em como gerenciá-la.

Projeto

O trabalho analisa a viabilidade da implantação da energia solar nos sistemas de automação residencial, propondo um software capaz de gerenciar esta energia captada e seu respectivo consumo. Para aumentar o ganho na produção energética, o painel solar auto orientável com o sistema solar tracker foi proposto, e para tornar a energia solar mais acessível foi testada a aplicação dos LEDs como modelo de célula fotovoltaica.

Foram realizados testes práticos com LEDs vermelhos de alto-brilho com três milímetros e com cinco milímetros, tentando substituir a célula fotovoltaica convencional. Para aumentar o ganho do sistema fotovoltaico, o protótipo do sistema solar tracker se movimentará de acordo com a incidência solar, utilizando o LDR para identificar a posição dos raios e os servomotores para a inclinação.

Além disso, propõe-se um software capaz de monitorar o consumo em tempo real através da comunicação via bluetooth, usando um smartphone como interface de usuário. Para este monitoramento, o sistema operacional utilizado será o Android e o Bluetooth Shield foi escolhido para a fase inicial do projeto devido ao custo mais baixo, se comparado com o Ethernet Shield.

Os testes práticos com LEDs foram realizados em um ambiente aberto para um melhor aproveitamento da luz solar. A média de tensão e corrente nos LEDs de três milímetros foi 0,68 V e 0,01 mA, e nos LEDs de cinco milímetros foi de 1,8 V e 0,02 mA, respectivamente. Assim, para alimentar uma tomada de 220 V eles são inviáveis, pois necessitam de grande custo e mão de obra.

A partir do sistema solar tracker, pretende-se obter um aumento no ganho de aproximadamente 16% se comparado com um painel solar com posicionamento estático. Com o monitoramento via bluetooth, o usuário a partir do seu smartphone, conseguirá transmitir e receber dados a curta distância, e de início controlar uma lâmpada que será alimentada pela energia solar, gerenciar a quantidade de energia solar captada e armazenada, a quantidade de energia e o tempo de uso restante da bateria, além de ajustar o painel solar.

Portanto, com uma captação e um gerenciamento correto, a energia solar levará à população uma eficiente alternativa energética, e junto com a domótica conseguirá gerar uma maior economia e diminuirá os impactos ambientais produzidos por outras fontes de energia, com o conforto e praticidade. A alternativa proposta com os LEDs não funciona em grande escala, porém é suficiente para ligar uma calculadora, que necessita de pouca corrente. Assim, as células fotovoltaicas junto com sistemas automatizados são as melhores escolhas para uma independência energética sustentável.

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